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55 anos, 55 estações

 

A 22 de dezembro de 1959 a imprensa estava dominada pelos títulos centrais em letras apelativas que anunciavam que “O Metropolitano é inaugurado dia 29”.

Uma realidade que se materializava finalmente depois de tantos anos de obras que mudaram a face de Lisboa. Obras essas envoltas em polémica e descrença em relação à utilidade e importância para a cidade de um transporte como aquele “debaixo da terra” .

Nos dias que antecederam a tão aguardada abertura deste novo meio de transporte, os lisboetas muito conversavam como referia o Diário Ilustrado: “O Metropolitano de Lisboa ainda não está a funcionar e é já um centro social lisboeta”. Ninguém estava indiferente a esta tão grande inauguração!

A 29 de dezembro, o Metropolitano de Lisboa é oficialmente inaugurado pelo seu Presidente D. Francisco Manuel de Mello, tendo como convidado o Cardeal Cerejeira que abençoou este transporte, bem como esteve presente o Presidente da Republica Almirante Américo Tomás.

No dia seguinte, afluem em massa ao Metropolitano, fazendo deste dia não apenas um dia normal de uma cidade com uma nova modalidade de deslocação, mas um divertimento. A afluência de passageiros foi tanta com milhares de pessoas a “visitar” o Metro que algumas estações tiveram de encerrar e cancelar-se temporariamente a venda de bilhetes. A curiosidade das primeiras escadas rolantes, a magia da técnica, o fascínio deste espaço labiríntico moveu vigorosamente a cidade, permitindo a entrada num mundo novo.

Como diz Maria Fernanda Rollo, na introdução do livro, “Um Metro e Uma Cidade, História do METROPOLITANO DE LISBOA ”, o título escolhido para esta história, significa que este metro e a cidade que o acolheu já não podem viver um sem o outro, de tal forma que os seus destinos se entrelaçaram e se tornaram interdependentes.”

O Metropolitano de Lisboa surge para colmatar o problema de tráfego na grande cidade, no interesse geral, no interesse da cidade e do serviço público, em 1959 inaugura-se esta rede de Metropolitano com onze estações. 55 anos depois contamos com 55 estações.

55 anos, 55 estações, parabéns METRO.

“Neste mesmo solo
As palmeiras crescem
E veias percorrem
O ventre da terra
São no mesmo solo
Direcções diversas
Precisam de nós
Precisamos delas”
David Mourão-Ferreira

Bibliografia: “Um Metro e Uma Cidade, História do METROPOLITANO DE LISBOA ”, Maria Fernanda Rollo, Edição Metropolitano de Lisboa, E.P., Lisboa, 1999
“Lisboa, Luzes e Sombras”, edição Metropolitano de Lisboa, 1992
 
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