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O Metro e a Cidade
  
Pormenor
 
 
Estação Cais do Sodré

A estação de metropolitano do Cais do Sodré, inaugurada em Abril de 1998, constitui uma das mais importantes do sistema de transportes de Lisboa. Esta estação vai permitir a correspondência directa entre o metropolitano, o caminho de ferro suburbano (linha de Cascais) e o transporte fluvial.
 
Em termos volumétricos apresenta uma maior dimensão relativamente às restantes estações o que se tornou necessário para a satisfação da sua articulação funcional.
 
Durante a sua execução foram feitos alguns achados arqueológicos, devidamente estudados pelos serviços competentes (IPPAR).
 
O projecto arquitectónico foi da autoria do Arq.º Nuno Teotónio Pereira e a intervenção plástica de António Dacosta.
 
António Dacosta, pintor surrealista e depois abstracto, foi também membro do Grupo Surrealista de Lisboa. Antes de falecer deixou alguns esboços para a estação Cais do Sodré que foram integrados na estação segundo a interpretação do pintor Pedro Morais.

No cais da estação podemos encontrar grandes painéis de azulejos representando um coelho apressado, numa evocação duma das personagens do clássico da literatura universal "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.

Sob as escadas de acesso ao exterior podemos encontrar uma superfície curva de azulejos azuis por onde, pontualmente, correm lençois de água, e que parece responder à parede da caixa das escadas com luz natural, superfície curva modelada pela sucessão de placas lisas de calcário de notável envolvência estética.

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