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| Estação Marquês de Pombal |
A estação Marquês de Pombal (antiga estação Rotunda) é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitectónicos e artísticos seguiu o plano adoptado para todas as estações desse escalão com a particularidade inerente ao facto de se tratar, à época, da única estação de correspondência da rede. Quando da sua inauguração, a estação Marquês de Pombal constituía o entroncamento dos dois ramos do "Y", Sete Rios-Marquês de Pombal e Entrecampos-Marquês de Pombal, com o troço comum Marquês de Pombal-Restauradores, que formavam a linha então existente. O projecto arquitectónico foi da autoria dos, Arq.º Keil do Amaral e Arq.º Falcão e Cunha. Em termos plásticos Maria Keil foi a autora dos revestimentos em azulejos, o que de resto aconteceu em todas as restantes estações dos 1º e 2º escalões inauguradas até 1972, à excepção da estação Avenida, cujos revestimentos são da autoria de Rogério Ribeiro. Na estação Marquês de Pombal o revestimento desenvolve um motivo em espiral que lembra uma esfera armilar, as cores utilizadas foram o verde e o azul. Em 1995, com a desconexão do entroncamento de vias aí existente, a estação sofre uma profunda alteração estrutural. A linha em "Y" é transformada em duas linhas autónomas possibilitando melhores desempenhos a nível de exploração. Foi construida uma nova estação para a linha do Girassol (actualmente Campo Grande/Rato). O projecto arquitectónico desta estação é da autoria dos, Arq.º Duarte Nuno Simões e Arq.º Nuno Simões. A antiga estação ficou a servir a linha da Gaivota, (Pontinha/Terreiro do Paço, na sua fase final em 1999) o projecto arquitectónico para a sua remodelação é da autoria dos, Arq.º José Santa Rita e Arq.º João Santa Rita. Para a animação plástica deste enorme espaço foram convidados três artistas, o escultor João Cutileiro para a antiga estação, a pintora Menez para a nova e, para o espaço de ligação entre as duas estações, o escultor Charters de Almeida. O Marquês de Pombal, figura carismática da nossa História com tão grande impacto no nosso imaginário colectivo e que dá nome ao local, constitui o mote principal das intervenções plásticas de Menez e João Cutileiro. O escultor João Cutileiro colocou, no espaço que separa as duas linhas, a figura do Marquês de Pombal representado com o seu atributo mais identificativo, a exuberante cabeleira. Numa das mãos segura um rolo de papel, possivelmente os planos de reconstrução da cidade, ou os seus tão célebres decretos. As esculturas encontram-se sempre de costas para acentuar o carácter enigmático e misterioso desta controversa figura histórica, permitindo a quem se encontra no cais de embarque visualizar as esculturas como vultos recortados. Menez, no átrio das bilheteiras, em suporte de azulejos, ilustra de uma forma cronológica o historial do longo consulado do Marquês. Num registo superior, frisos simétricos vão desenrolando imagens ilustrativas de quase todo o século XVIII português, numa linguagem afim à banda desenhada. São representados todos os acontecimentos mais marcantes; o atentado a D. José, o suplício dos Távoras, o terramoto, a reconstrução da cidade, a expulsão dos Jesuítas, o desenvolvimento das manufacturas, as Artes e Letras, a biografia do Marquês, a iconografia maçónica, enfim todo o universo de parte do século XVIII português. Os azulejos foram pintados na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego. No espaço de ligação entre as duas estações, numa parede que acompanha o percurso da passadeira rolante, Charters de Almeida concretizou a sua ideia de uma Cidade Imaginária (como denominou o seu trabalho), numa representação abstracta em pedra-lioz, gravada. | | | |
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