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Edifício da Sede Institucional do Metropolitano de Lisboa
Edifício da Sede Social do Metropolitano de Lisboa
O imóvel Sede Social do Metropolitano de Lisboa, sito na Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, foi projectado pelo Arquitecto Norte Júnior para um rico capitalista com fortuna do Brasil, de nome José Maria Moreira Marques. Popularmente alcunhado como "bolo de noiva" pela sua decoração exuberante, recebeu o Prémio Valmor de 1914.

Em 1950, o edifício foi vendido à Câmara Municipal de Lisboa pelos descendentes do seu proprietário tendo sido arrendado, em 1954, ao Metropolitano de Lisboa que transferiu a sua Sede Social para essas instalações em finais desse ano e que, em 1999, adquiriu a propriedade do imóvel.

O edifício tem sido, ao longo dos anos, considerado um notável "museu" das artes decorativas do início do século. O seu exterior, ostenta elementos de inspiração clássica, neo-clássica e arte nova, como é o caso das portas, janelas e marquises. Todo o seu interior foi alvo de uma notável distribuição divisionária. Na cave localizavam-se a cozinha e a despensa, os alojamentos dos empregados e, onde actualmente se encontra a Biblioteca, existia um ginásio destinado às crianças. No rés-do-chão situavam-se os salões principais e sociais, como a Sala de Música, a Sala de Fumo e o Salão Nobre, hoje utilizada como sala de reuniões, onde se destaca a beleza da tela que representa Vénus no Olimpo.

No 1º andar encontravam-se os quartos de dormir, a sala das crianças uma sala de banho e toilletes. O edifício possui, ainda, um elevador de origem, de fabricação alemã e que se encontra em pleno funcionamento.

Decorado com madeiras raras e de primeira qualidade provenientes do Brasil, gessos pintados a folha de ouro, aguarelas e frescos já muito apreciados naquela época, o palacete foi, desde sempre, considerado como um imóvel de uma enorme e invulgar riqueza.

O edifício Sede Social do Metropolitano de Lisboa, incluindo as áreas do antigo jardim, anexo residencial e garagem, foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 2002. Ao longo destes 51 anos, a empresa tem realizado diversas obras de conservação e beneficiação, incluindo a restauração das pinturas na sua traça original, que em muito contribuíram para a preservação deste património à sua guarda, cujo valor cultural e interesse público vieram a ser reconhecidos pela classificação efectuada.

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