Arte
Encarnação

Encarnação

Nesta estação procura-se capturar no seu espaço público interior uma imagem que seja capaz de gerar uma atmosfera de conforto visual para os seus utilizadores.

Para isso, propõe-se, em primeiro lugar, evidenciar uma ideia de sobriedade formal e cromática do conjunto dos diferentes espaços, de modo a ceder protagonismo à presença dinâmica e multifacetada dos fluxos de pessoas, assim como à melhor acomodação dos referenciais estáticos estabelecidos pelos elementos de sinalética, na definição dos percursos.

De um modo geral, também o tipo de iluminação adotado procurou sublinhar o sentido desses caminhos, desde o nível do cais até aos acessos de ligação à superfície.

O prolongamento para o interior da estação do uso de alguns elementos arquitetónicos e de materiais de revestimento ‘familiares’ ao espaço urbano exterior – muros, vãos, pedra calcária, azulejos, vidro, etc. – pretende ainda esbater a linha de fronteira exterior/interior, aumentando assim a fluidez e o conforto visual nos movimentos de entrada e saída dos passageiros.

Arquitetura

Alberto Barradas, 2012