Comunicado de Imprensa

Greve no Metropolitano é desproporcional e afeta 600 mil passageiros

13.10.2026

Greve 14 de outubro

Os Sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, E.P.E. apresentaram um pré-aviso de greve de 24 horas para o próximo dia 14 de outubro.

Em consequência, não haverá circulação de comboios durante todo o período de funcionamento da rede nesse dia, estando a retoma e normalização do serviço prevista para as 06h30 do dia 15 de outubro.

Neste contexto, e considerando os impactos desta paralisação no funcionamento do serviço, o Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa informa o seguinte:

– As reivindicações que motivaram esta paralisação estão relacionadas com a organização do trabalho dos trabalhadores afetos ao Posto de Comando Central e decorrem de um acordo celebrado em 13 de abril deste ano entre a administração da empresa e as organizações sindicais;

– Tratou-se de um acordo que reforçou as condições necessárias à prestação regular de trabalho em conformidade com o horário normal, reduzindo o recurso excessivo ao trabalho suplementar que se verificava desde 2019. Promoveu igualmente melhores condições de trabalho, favorecendo a conciliação da atividade profissional com a vida familiar e pessoal, salvaguardando, em permanência, a segurança dos passageiros e a sustentabilidade do serviço público;

– Em todas as reuniões realizadas com vista à suspensão desta greve, o Conselho de Administração respondeu às posições das organizações sindicais, propondo soluções de compromisso, com informação completa, objetivos e prazos verificáveis, e reiterando a sua permanente disponibilidade para o diálogo;

– Entre abril e setembro de 2024 e de 2025, o Metropolitano pagou, pelo trabalho suplementar realizado no Posto de Comando Central e nos Postos de Tração, no valor de 372 mil euros. No mesmo período de 2026, esse valor foi de cerca 53 mil euros;

– Perante as reivindicações das organizações sindicais, o Conselho de Administração está a executar o acordo assinado em 13 de abril e apresentou propostas concretas de recrutamento e formação, bem como de alteração de horários e de gestão das escalas de trabalho, com vista a solucionar questões que se arrastam desde 2019;

– As organizações sindicais invocaram ainda alegadas situações de assédio laboral por chefias do Posto de Comando Central. A empresa tem uma prática de tolerância zero perante estas situações e disponibiliza canais que garantem a confidencialidade dos denunciantes para a apresentação de denúncias, instaurando os procedimentos internos devidos sempre que lhe sejam reportados factos concretos;

– Até ao momento, as alegações foram formuladas de modo genérico e sem indicação de quaisquer factos concretos, não tendo os canais próprios da empresa sido utilizados, quer pelas organizações sindicais, quer pelos trabalhadores, para a apresentação dessas denúncias;

– Atendendo à gravidade das alegações e à necessidade de salvaguardar os direitos dos trabalhadores, bem como a honorabilidade e a reputação da empresa e dos seus profissionais, o Conselho de Administração não hesitará em recorrer aos mecanismos inspetivos ao seu dispor;

– O Conselho de Administração considera esta greve desproporcional e desajustada: desproporcional, porque as questões que lhe estão subjacentes respeitam apenas a cerca de 100 trabalhadores, num total de 1.600; desajustada, porque desconsidera os resultados recentemente alcançados na negociação coletiva, cujo Acordo de Empresa foi assinado há cerca de um mês e meio;

– Esta paralisação tem um impacto significativo na mobilidade da população da Área Metropolitana de Lisboa, afetando diretamente os cerca de 600 mil passageiros que diariamente utilizam a rede.

O Conselho de Administração reafirma a sua disponibilidade para prosseguir o diálogo com as organizações sindicais e encontrar soluções equilibradas que assegurem os direitos dos trabalhadores, a segurança dos passageiros e a continuidade de um serviço público essencial à mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa.

O Metropolitano de Lisboa lamenta os constrangimentos decorrentes desta interrupção do serviço e agradece a compreensão dos seus clientes.

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