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Sustentabilidade

Sustentabilidade

A sustentabilidade é um compromisso assumido pelo Metropolitano de Lisboa, quer no que respeita à sustentabilidade da própria Empresa, quer relativamente à sustentabilidade da envolvente onde a mesma atua.  Assim sendo o Metro atua em duas vertentes distintas, a interna e a externa; e nas três dimensões da sustentabilidade: económica, ambiental e social.

Auscultando os seus stakeholders, conhecendo os seus requisitos e envolvendo-os, o Metro define e implementa práticas sustentáveis com vista a garantir a sua sustentabilidade económica e da sua envolvente, distribuindo valor para os seus fornecedores, clientes e comunidade, contribuindo ativamente para a descarbonização da economia e valorizando os seus recursos humanos, enquanto colaboradores da empresa e seres humanos.

O Metropolitano de Lisboa, na sequência das disposições legais e estatutárias aplicáveis, procedeu à elaboração de um Relatório Único de Gestão, do qual consta a informação financeira e não financeira da empresa.

Neste sentido, elaborou o Relatório de Gestão Consolidado 2017, englobando a informação das empresas do grupo, de acordo com as Diretrizes do IIRC – International Integrated Reporting Council e com as diretrizes do GRI Standards.

O Metropolitano de Lisboa assume publicamente o seu compromisso para com o Desenvolvimento Sustentável, integrando na sua estratégia 3 (três) dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O Metropolitano de Lisboa, enquanto Empresa socialmente responsável e vocacionada para a promoção da Sustentabilidade, assume o seu compromisso para com os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e respetivas metas:

Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e raparigas.

Construir infraesrtuturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos.

A Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas) estabeleceu um conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ver imagem) que se traduz em 169 metas, a serem alcançados por todos os países até ao ano 2030, concorrendo todos para um objetivo comum de sustentabilidade mundial, centrado em cinco eixos de atuação:

Pessoas – Prosperidade – Planeta – Paz – Parcerias

Perante estes factos, em julho de 2017, no Fórum Político das Nações Unidas, o Governo Português definiu como prioridades estratégicas, os seguintes ODS:

  • Educação de Qualidade (ODS4);
  • Igualdade de género (ODS5);
  • Indústria, Inovação e Infraestruturas (ODS9);
  • Reduzir as Desigualdades (ODS10);
  • Ação Climática (ODS13) e
  • Proteger a Vida Marinha (ODS14).

Abordagem de gestão

A organização adotou a norma NP EN ISO 9001, efetuando uma abordagem de gestão por processos. Para o efeito foram identificados os diversos processos que constituem a cadeia de valor da organização. A matriz de processos é reavaliada periodicamente com vista a verificar da sua adequabilidade face a alterações, endógenas ou exógenas, que tenham ocorrido. Cada um dos processos é monitorizado através de indicadores de desempenho, sendo fixados objetivos anuais e feito o acompanhamento periódico ao longo do ano. Esta abordagem permite a identificação eficaz e atempada de desvios na consecução dos objetivos propostos, possibilitando a tomada de decisões com vista à sua correção. A gestão do desempenho ambiental baseia-se numa abordagem processo a processo, das diversas atividades aí executadas. Em cada processo são analisados os aspetos ambientais associados. Para cada aspeto ambiental considerado é identificado o potencial impacte ambiental decorrente das atividades da organização. Estes impactes tanto podem ser positivos como negativos. A métrica definida para avaliação dos impactes ambientais baseia-se no cálculo da significância do impacto tendo em consideração a sua duração, a área afetada e a intensidade, e na frequência ou probabilidade de ocorrência do aspeto associado. Com base nestes resultados são definidas medidas de mitigação dos impactes ambientais significativos negativos, e de potenciação dos positivos.

Política de gestão de qualidade e ambiente

O sistema de gestão de qualidade e ambiente rege-se por um conjunto de pressupostos definidos pelo CA e baseados nos princípios gerais do ML:

A satisfação do cliente como objetivo central

Concebendo e mantendo um serviço de transporte público de passageiros que dê resposta às expetativas e necessidades dos nossos clientes e demais partes interessadas.

Uma liderança empenhada e comprometida

Garantindo o alinhamento organizacional aos diversos níveis, definindo uma estratégia e objetivos claros para a organização e acompanhando a consecução desses objetivos.

Responsabilidades partilhadas e claramente definidas

Definido responsabilidades claras aos vários níveis da organização e fornecendo os meios para que as responsabilidades possam ser assumidas.

O envolvimento e qualificação das colaboradoras e dos colaboradores

Sensibilizando, qualificando e incentivando as colaboradoras e os colaboradores a participarem ativamente na melhoria dos processos, ao nível da sua eficiência, do seu desempenho ambiental e da mitigação dos riscos associados.

A gestão da Organização como um sistema composto por processos interrelacionados

Identificando os processos chave da cadeia de valor, e as suas interações, de forma a garantir a eficiência da gestão.

A melhoria contínua do desempenho

Através de um Sistema de Gestão de Qualidade e Ambiente dotado de mecanismos que permitem monitorizar a eficiência dos processos e o desempenho ambiental incluindo o desempenho energético, divulgar esses dados de forma transparente e identificar e implementar oportunidades de melhoria.

A tomada de decisões de forma sustentada

Garantindo que existem dados que permitam que a tomada de decisões seja baseada em factos.

O estabelecimento de relações de parceria com fornecedores

Definindo níveis de serviço e boas práticas de qualidade e ambiente, e trabalhando conjuntamente com vista a garantir o seu cumprimento e melhoria contínua com vantagens para ambas as partes.

A gestão dos impactes ambientais

Identificando e avaliando os aspetos e impactes ambientais, implementando medidas com vista a minimizar os aspetos ambientais significativos negativos, incluindo os consumos energéticos e maximizando os impactes ambientais positivos.

O cumprimento integral dos requisitos aplicáveis

Identificando os requisitos aplicáveis à Organização (legislação, normas e compromissos assumidos voluntariamente) e definindo medidas com vista a ser assegurado o seu cumprimento e a transposição célere para a organização de novos requisitos.

A inovação como fator diferenciador da qualidade do serviço prestado

Procurando em permanência conhecer as melhores práticas e as melhores soluções no mercado, verificar da sua aplicabilidade ao serviço prestado e implementa-las sempre que adequado.

O Sistema de Gestão de Qualidade e Ambiente na sua atuação terá sempre presente os princípios supra definidos no âmbito de “Serviço de Transporte Público de Passageiros na Rede Metro incluindo as Seguintes Atividades: Exploração do Serviço de Transporte; Manutenção de Material Circulante; Consultoria Técnica no Âmbito de Especificação, Aquisição, Fiscalização e Receção de Material Circulante; Gestão de Infraestruturas; Gestão de Empreendimentos.” para a NP EN ISO 9001 e “Serviço de Transporte Público de Passageiros na Rede de Metro, incluindo a Exploração, Construção e Gestão de Infraestruturas.” para a NP EN ISO 14001.

Política de responsabilidade social

O Metropolitano de Lisboa é uma organização empenhada em “contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo” assumindo uma atitude socialmente responsável, refletida na integração voluntária de preocupações sociais no desenvolvimento da sua atividade e na interação com todas as partes interessadas e stakeholders, adotando uma política de Responsabilidade Social tanto na dimensão externa como interna.

Assim, para a concretização da sua política de Responsabilidade Social foi assinada, a Carta de Responsabilidade Social, que assume a valorização que o Metropolitano de Lisboa atribui à dimensão social, fazendo desta um valor a ser partilhado e participado por todos na Empresa, no desenvolvimento de uma cultura socialmente responsável, com a adoção de rotinas e páticas claras que orientam a nossa intervenção em parceria com várias instituições para apoio a causas solidárias no meio envolvente à rede Metro, como sejam, “COMPANHEIRO”, o C.A.S.A. – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, a ASE – Associação Assistência Social Evangélica, o Banco Alimentar Contra a Fome, Banco de Bens Doados da ENTRAJUDA e a APOIARTE.

Por outro lado, consciente da relevância do apoio à reconstrução das áreas atingidas pelos incêndios ocorridos em Portugal em outubro de 2017, foi implementado o projeto REDE (Renascer, Erguer, Dedicar e Envolver), do qual se destaca a plataforma de marketplace solidário invertido (redesolidaria.pt), sendo Oliveira do Hospital o concelho pioneiro.

Ainda neste contexto organizacional a IGEN – igualdade de género surge com papel de relevância na temática da Responsabilidade Social do Metropolitano de Lisboa, assumindo por si só, uma dimensão central na questão social, a nível empresarial, reconhecendo a empresa os benefícios diretos e indiretos de possuírem uma força de trabalho diversificada nos vários níveis da organização no que concerne à igualdade de oportunidades entre mulheres e homens e à não discriminação.

Como forma de reconhecimento da importância da igualdade de género no âmbito da sustentabilidade social, no início de 2018, o Metropolitano de Lisboa, renovou o acordo de adesão ao Fórum Empresas para a Igualdade de Género – o nosso compromisso e também subscrever a Declaração sobre Igualdade de Oportunidades para Mulheres e Homens no Setor dos Transportes Públicos.