Conhecer
História do Metro

Um pouco de história

 

A sociedade Metropolitano de Lisboa, é constituída a 26 de janeiro de 1948 e tinha como objetivo o estudo técnico e económico, em regime de exclusivo, de um sistema de transportes coletivos fundado no aproveitamento do subsolo da cidade. A concessão para a instalação e exploração do respetivo Serviço Público veio a ser outorgada em 1 de julho de 1949.

Os trabalhos de construção iniciaram-se em 7 de agosto de 1955 e, quatro anos depois, em 29 de dezembro de 1959, o novo sistema de transporte foi inaugurado. A rede aberta ao público consistia numa linha em Y constituída por dois troços distintos, Sete Rios (atualmente, Jardim Zoológico) – Rotunda (atualmente, Marquês de Pombal) e Entre Campos – Rotunda (Marquês de Pombal), confluindo num troço comum, Rotunda (Marquês de Pombal) – Restauradores.

O Metropolitano de Lisboa veio a tornar-se um fator determinante no desenvolvimento da cidade, traçando linhas de expansão urbanísticas e funcionando como motor principal do sistema de transportes da cidade, dada a sua segurança, rapidez e regularidade.

O 1º escalão de construção da rede foi concretizado em fases sucessivas. Assim, em 1963 entra em exploração o troço Restauradores/Rossio, em 1966, o troço Rossio/Anjos e, por último, é completado em 1972 com a ligação Anjos/Alvalade. Por razões conjunturais houve, a partir de 1972, uma interrupção nos projetos de expansão inicialmente previstos para a rede. Este interregno só viria a terminar, como veremos adiante, em 1988.

Em 1975 o metropolitano é nacionalizado. Em 1978, passa a Empresa Pública, sendo publicados novos estatutos, e a empresa passa a denominar-se Metropolitano de Lisboa E.P.

Em 1988, dezasseis anos depois da última inauguração são abertas ao público duas novas extensões, Sete Rios (Jardim Zoológico) – Colégio Militar/Luz e Entre Campos – Cidade Universitária. A primeira compreendendo as estações Laranjeiras, Alto dos Moinhos e Colégio Militar/Luz e a segunda a estação Cidade Universitária.

Em 1993, entram em exploração duas novas extensões, Cidade Universitária – Campo Grande e Alvalade – Campo Grande. A estação Campo Grande, que se encontra inserida no complexo dos viadutos do Campo Grande, constitui a primeira estação elevada da rede e a segunda estação de correspondência do Metropolitano de Lisboa. Nesta data é também inaugurada a 1ª fase do segundo Parque de Material e Oficinas (PMO II), em Calvanas, o acesso a estas instalações é feito em viaduto a partir do nó ferroviário adjacente à estação do Campo Grande.

Em 1995 é concretizada a desconexão do nó da Rotunda (Marquês de Pombal), obra fundamental no âmbito da reestruturação e expansão da rede. São, assim, criadas duas linhas distintas e dado o primeiro passo para o estabelecimento de uma rede.

Em 1997 abrem ao público as extensões Colégio Militar – Pontinha, na Linha Azul, e Rotunda (Marquês de Pombal) – Rato, na Linha Amarela. Passam a existir duas linhas independentes com correspondência nas estações Rotunda (Marquês de Pombal) e Campo Grande.

Em finais de 1997 é interrompido o serviço de exploração entre Restauradores e Rossio para permitir a ligação Rossio – Baixa/Chiado e Restauradores – Baixa/Chiado. Devido ao incêndio ocorrido a 19 de outubro de 1997 na estação Alameda, só em março de 1998 é reposto o serviço entre Areeiro e Martim Moniz (antiga estação Socorro) constituindo esta data o início da exploração com três linhas independentes, Linha Azul, Pontinha – Restauradores, Linha Amarela, Campo Grande – Rato e Linha Verde, Campo Grande – Martim Moniz (Socorro).

Em abril de 1998 abre à exploração o troço Rossio – Baixa/Chiado – Cais do Sodré. A estação Baixa/Chiado é uma estação dupla, tendo nesta data aberto à exploração apenas a estação respeitante à linha Verde. A outra parte, pertencente à linha Azul, tem a sua abertura à exploração prevista para agosto de 1998, permitindo então a correspondência entre as linhas Azul e Verde.

Em maio de 1998 abre à exploração a Linha – Vermelha, Linha do Oriente. Trata-se de um marco particularmente importante na história do Metropolitano de Lisboa pois é a primeira linha completamente independente que é inaugurada desde a entrada em exploração da rede em 1959.

Para além da remodelação da estação Alameda que passa a ser uma estação dupla permitindo a correspondência entre as linhas Verde e Vermelha, esta linha inclui seis novas estações, a saber: Olaias, Bela Vista, Chelas, Olivais, Cabo Ruivo e Oriente. Não abriram ao público, nesta data, as estações Cabo Ruivo e Olivais.

A linha Vermelha tem uma importância relevante, não só pela estruturação urbana que veio conferir à região da cidade que atravessa, como pelo facto de ter constituído uma via privilegiada de acesso, através da estação Oriente, ao grande evento que foi a Expo ’98.

Com a abertura da Linha Vermelha entre Alameda e Oriente, dos prolongamentos da Linha Verde do Rossio ao Cais do Sodré e da Linha Azul dos Restauradores à Baixa/Chiado, o Metropolitano de Lisboa passou a funcionar com quatro linhas independentes e interligadas, realizando as conexões essenciais com a rede ferroviária (suburbana e regional) e com as ligações fluviais para a margem Sul.

Em julho de 1998 abre à exploração a estação Cabo Ruivo. A abertura da estação Olivais virá a ter lugar no início de novembro.

Em agosto de 1998 abre à exploração a ligação Restauradores – Baixa/Chiado criando assim a correspondência entre as linhas Azul e Verde.

Em novembro de 1998 abre à exploração a estação Olivais.

Em fevereiro de 1999 entra em serviço de exploração a nova geração de material circulante ML 97. Na mesma data entram em funcionamento industrial as instalações do novo Parque de Material e Oficinas (PMO III), na Pontinha.

Em novembro de 2002 abre à exploração o troço Campo Grande – Telheiras na Linha Verde, iniciando-se assim a 1.ª fase do prolongamento desta linha para Noroeste.

Em março de 2004 abre à exploração o troço Campo Grande – Odivelas na Linha Amarela, com cinco novas estações, Quinta das Conchas, Lumiar, Ameixoeira, Senhor Roubado e Odivelas. Pela primeira vez o Metropolitano de Lisboa sai dos limites do concelho de Lisboa.

Em maio de 2004 abre à exploração o troço Pontinha – Amadora Este na Linha Azul, com duas novas estações, Alfornelos e Amadora Este.

Em dezembro de 2007 abre à exploração o troço Baixa/Chiado – Santa Apolónia na Linha Azul com duas novas estações, Terreiro do Paço e Santa Apolónia.

Em agosto de 2009 abre à exploração o troço Alameda – S. Sebastião na Linha Vermelha com duas novas estações, Saldanha II e S. Sebastião II.

Em julho de 2012 o Metro abriu ao público o prolongamento da linha Vermelha entre as estações Oriente e o Aeroporto. Este troço passa a abranger três novas estações: Moscavide, Encarnação e Aeroporto e acrescenta uma extensão de 3,3 quilómetros à rede do Metro.

Em abril de 2016 é aberto ao público o prolongamento da linha Azul, entre as estações Amadora Este e Reboleira, configurando-se um marco de grande importância na história do Metropolitano de Lisboa tal como configura um momento de especial importância para a Área Metropolitana de Lisboa. O novo troço acrescenta uma extensão de 937 metros à rede do Metro que, desta forma, alcança 44,5 km de comprimento, dispondo de um total de 56 estações, nas suas quatro linhas autónomas.

Datas marcantes

Presidentes

 

Eng.º Vitor Manuel Domingues dos Santos

Eng.º Vitor Manuel Domingues dos Santos

Janeiro de 2017….

Desde que tomou posse como Presidente do Metropolitano de Lisboa, o Eng. Vitor Domingues dos Santos, realizou a transição corporativa do modelo implementado pela “Transportes de Lisboa” para um modelo de separação das empresas envolvidas, com a consequente gestão autónoma do Metropolitano de Lisboa. Em consequência, a empresa foi reorganizada, através da implementação de um novo modelo organizacional, que se entende adequado à concretização dos objetivos pretendidos, destacando-se o reforço do quadro de pessoal, a retoma do investimento na infraestrutura e na recuperação do material circulante, o qual tem vindo a ser redimensionado, face às atuais necessidades da procura.

Ao mesmo tempo, reforçou-se a orientação para o Cliente, tendo-se verificado uma melhoria progressiva do desempenho e um consequente aumento da qualidade do serviço. Neste contexto, procedeu-se ao recrutamento interno e externo de pessoal para suprir necessidades impreteríveis de ordem operacional.

No domínio da infraestrutura, lançou-se uma nova fase do projeto de expansão da rede, deu-se início à empreitada de remodelação da estação Arroios com o alargamento do cais para seis carruagens, tendo-se, ainda, procedido ao início da requalificação e da modernização de algumas das estações, designadamente no tocante a iluminação, limpeza, refrescamento e melhoria equipamentos e de sinalética.

A aplicação deste conjunto diversificado de medidas deu, assim, início a um novo ciclo na vida do Metropolitano de Lisboa, caracterizado por um ambiente de estabilidade e de paz social, o que se considera fundamental para o normal funcionamento da empresa e para o aumento da qualidade do serviço que diariamente é prestado ao Cliente, procurando-se estimular a inovação com recurso a novas soluções de mobilidade decorrentes da digitalização crescente da economia e do setor.

Eng.º Tiago Lopes Farias

Eng.º Tiago Lopes Farias

7 de janeiro de 2016 – dezembro 2016

Durante o mandato do Eng. Tiago Lopes Farias o objetivo principal foi o desenvolvimento de uma política de transportes para a área da Grande Lisboa, baseada numa solução de mobilidade sustentável, onde a eficiência, a qualidade e inovação se afirmam como fatores críticos de sucesso.

No mandato do Eng. Tiago Lopes Farias, a 13 de abril de 2016, o Metropolitano de Lisboa inaugura o troço Amadora-Este/Reboleira, o qual prolonga a linha azul da rede de metro até às freguesias de Falagueira/Venda Nova e de Águas Livres, no concelho da Amadora, entrando em funcionamento a nova estação: Reboleira.

Este novo troço constitui um marco de grande importância na história do Metropolitano de Lisboa tal como configura um momento de especial valor para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), considerando o seu impacto significativo no mapa de acessibilidades do concelho da Amadora.

Com a nova estação Reboleira foi criado um novo Interface Multimodal reforçando o sistema de transportes da AML, reunindo metro, autocarros, comboio, táxis, ciclovia, e oferecendo, ainda, parqueamento de bicicletas e estacionamento automóvel.
Co-financiado pelo Fundo de Coesão da União Europeia, no âmbito do Eixo I – Redes e Equipamentos Estruturantes Nacionais de Transportes e Mobilidade Sustentável, este empreendimento foi estratégico para o desenvolvimento económico da região da Grande Lisboa e como determinante na qualidade de vida das populações que serve.

O novo troço permitiu a ligação da baixa e centro da cidade de Lisboa a uma das mais importantes áreas residenciais do concelho da Amadora, oferecendo rapidez, comodidade e maior proximidade entre os concelhos.

Eng. Rui Lopes Loureiro

Eng. Rui Lopes Loureiro

Janeiro 2015 – janeiro 2016

Durante o mandato do Eng. Rui Loureiro deu-se início à constituição da marca Transportes de Lisboa.

O Metropolitano de Lisboa, a Carris e a Transtejo, unem-se no esforço de melhorar a intermodalidade e otimizar o serviço prestado aos clientes garantindo, em simultâneo, a sua sustentabilidade financeira, com vista à concretização da integração operacional plena.

No mandato presidido pelo Eng. Rui Loureiro foi iniciado o processo de concessão do serviço público de transportes com a abertura à iniciativa privada via subconcessão para a gestão das empresas que integravam a marca Transportes de Lisboa.

Dr. José Manuel Silva Rodrigues

Dr. José Manuel Silva Rodrigues

agosto de 2012 - junho de 2013

No dia 23 de Agosto de 2012 é nomeado um novo Conselho de Administração presidido pelo Dr. José Manuel Silva Rodrigues que, em acumulação, assume, também, a presidência da Companhia Carris de Ferro de Lisboa ( CARRIS).

Sendo presidente das duas empresas de transporte urbano de Lisboa, o Dr. José Manuel Silva Rodrigues e a sua equipa de gestão assumem como principal objetivo dar concretização à integração operacional  entre a CARRIS e o METROPOLITANO DE LISBOA, ao mesmo tempo que é preparada a abertura da gestão ao sector privado, conforme orientação do XIX Governo Constitucional e em articulação com os compromissos do Memorando de Entendimento, assinado, em 2011,  entre o Estado português e a Comissão Europeia, o BCE e o FMI.

No quadro do Programa de Ajustamento, em curso,  são adotadas várias medidas de reestruturação, tendo em vista o reforço da sustentabilidade da empresa, designadamente no domínio financeiro, sendo de realçar o progresso evidenciado pela significativa melhoria do desempenho operacional do ML, que se reflete num expressivo resultado positivo, então, alcançado.

No domínio da integração operacional entre as duas empresas, destacam-se as medidas adotadas  para reforço da articulação entre as duas redes, bem como do sistema tarifário e, ainda, a criação de espaços comerciais comuns, com uma nova imagem, designados por “Espaço Cliente”, tendo por base uma nova estratégia comercial e de marketing, em que se valoriza, de forma inovadora, a  perspetiva sistémica da oferta do transporte público urbano, em Lisboa.

Eng.º Francisco Cardoso dos Reis

Eng.º Francisco Cardoso dos Reis

junho de 2010 – agosto de 2012

Já com 50 anos de exploração comercial, comemorados no final de 2009, prosseguem as obras de prolongamento da Linha Vermelha com a construção do troço Oriente/Aeroporto e as obras de prolongamento da Linha Azul com a construção do troço Amadora-Este/Reboleira.

O Conselho de Administração, liderado pelo Eng.º Francisco Cardoso dos Reis, põe em curso o novo Plano de Reorganização da Empresa e assina com o Estado Português o contrato de Serviço Público, preparando a Empresa para o futuro.

Durante o seu mandato, é definido o Plano Estratégico “mais metro”, que focaliza as linhas de orientação para o triénio 2011-2013, concretizando a ambição da Empresa em prestar um serviço de transporte público de passageiros de elevada qualidade. Em dezembro, concretiza-se um dos objetivos estratégicos para o ano de 2011, com a obtenção da Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade.

De assinalar ainda a implementação de projetos pioneiros, como o novo projeto de naming rights na estação Baixa-Chiado.

Dr. Joaquim Reis

Dr. Joaquim Reis

novembro de 2006 a junho de 2010

Em 2007, o Metropolitano de Lisboa contava com 4 linhas e 52 estações cobrindo a Cidade de Lisboa.

É durante o mandato do Dr. Joaquim Reis que se inicia as obras de prolongamento da Linha Vermelha com a construção do troço Oriente/Aeroporto. O troço Baixa-Chiado/Santa Apolónia, na Linha Azul, entra em exploração, inaugurando-se, algum tempo depois, a reposição do Cais das Colunas e o Interface de Transportes do Cais do Sodré. Em 2008, preside à Comemoração dos 60 anos da Constituição da Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL. e, em 2009, assiste à alteração da denominação social da empresa para Entidade Pública Empresarial e ao 50º aniversário da exploração da rede de metro.

O troço Alameda/São Sebastião, na Linha Vermelha, entra em exploração, facilitando a mobilidade de milhares de clientes do Metropolitano de Lisboa, dentro da Cidade de Lisboa, e criando, pela primeira vez, uma verdadeira rede de metro.

Eng.º Carlos Mineiro Aires

Eng.º Carlos Mineiro Aires

outubro de 2003 a novembro de 2006

Dando continuidade ao trabalho realizado pelo anterior Conselho de Gerência, é concluído o processo de implementação do novo Sistema de Acesso às Estações da Rede do METROPOLITANO DE LISBOAPOLITANO DE LISBOA e concluída a cobertura com rede telefónica móvel de todas as linhas do Metro.

Seguindo a implementação de uma política tarifária comum entre transportes, é lançado o cartão 7 Colinas, integrado no novo sistema tarifário.

De referir que, durante os anos em que o Eng.º Carlos Mineiro Aires presidiu a Empresa, novas estações entraram em exploração, nomeadamente os troços Campo Grande/Odivelas, na Linha Amarela, e Pontinha/Amadora Este, na Linha Azul, e deu-se início às obras de construção do túnel do troço Alameda/São Sebastião, prolongamento da Linha Vermelha.

Dr. Manuel Frasquilho

Dr. Manuel Frasquilho

setembro de 2000 a outubro de 2003

Continuam os trabalhos de prolongamento de linhas, com a abertura à exploração de novas estações, nomeadamente a entrada em exploração do troço Campo Grande/ Telheiras na Linha Verde (Caravela).

Durante o mandato do Dr. Manuel Frasquilho, no âmbito do novo Sistema de Acesso às Estações da Rede do Metropolitano de Lisboa, tem início o fecho progressivo dos canais de entrada e saída das estações da rede do ML. É ainda lançado um novo suporte de título de viagem, tendo sido apresentado à Comunicação Social o novo cartão “Lisboa viva” inserido no novo sistema de bilhética e de controlo de títulos de transporte.

Em julho de 2002 é retirado de serviço todo o material circulante da série ML79.

Durante o mandato do Dr. Manuel Frasquilho e através do Dec. Lei 5/2002, é atribuída a classificação de “Imóvel de Interesse Público” ao edifício da Sede Social do Metropolitano de Lisboa.

Eng.º António Augusto Figueiredo da Silva Martins

Eng.º António Augusto Figueiredo da Silva Martins

abril de 1997 a agosto de 2000

À medida que se aproximava a data de inauguração da Expo’98, Lisboa concentrava as suas energias nesse acontecimento. O Metropolitano de Lisboa não escapou a esta onda de expetativa, assinalando-se a entrada em exploração da Linha Vermelha, onde, pela primeira vez, entram em circulação comboios de 6 carruagens.

Durante o mandato do Eng. António Martins, destacam-se igualmente: o início da exploração da rede do Metropolitano de Lisboa com três linhas independentes: Azul, Amarela e Verde, a entrada em exploração dos troços Rossio/Cais do Sodré e Restauradores/ Baixa-Chiado, é inaugurado o Parque de Material e Oficinas III (PMO III), na Pontinha, e alterados os nomes de algumas estações da rede em exploração, a saber:
– Palhavã passa a designar-se Praça de Espanha
– Rotunda passa a designar-se Marquês de Pombal
– Sete Rios passa a designar-se Jardim Zoológico
– Socorro passa a designar-se Martim Moniz

Eng.º Alderico dos Santos Machado

Eng.º Alderico dos Santos Machado

fevereiro de 1996 a abril de 1997

Dando continuidade ao trabalho realizado pelo anterior Conselho de Gerência, durante o ano em que o Eng.º Alderico dos Santos Machado conduziu os trabalhos da Empresa, ficaram concluídos os trabalhos de remodelação do átrio e acesso Sul da estação Rotunda I e foram iniciadas as obras de remodelação e arranjo artístico das estações Socorro e Saldanha.

Destacam-se ainda a entrada em exploração dos troços Colégio Militar-Luz/Pontinha (Linha Azul) e Rotunda/Rato (Linha Amarela).

Eng.º José Manuel Consiglieri Pedroso

Eng.º José Manuel Consiglieri Pedroso

junho de 1988 a fevereiro 1996

Num clima económico e financeiro mais favorável, durante o mandato do Eng.º José Manuel Consiglieri Pedroso, inicia-se um novo ciclo no Metropolitano de Lisboa que culminará no início de obras de prolongamento e na inauguração de novas linhas.

Destacam-se a entrada em exploração dos troços Entre Campos/ Cidade Universitária e Sete Rios/Colégio Militar-Luz, o início das obras do prolongamento Colégio Militar-Luz/Pontinha e acesso ao PMO III, o início das obras do prolongamento Rossio/Cais do Sodré, a entrada em exploração dos troços Cidade Universitária/Campo Grande e Alvalade/Campo Grande, da estação Campo Grande e do ramal de acesso ao PMO II de Calvanas, o início das obras da Linha Vermelha (Alameda – Oriente), a desconexão do Nó da Rotunda e consequente inauguração da estação Rotunda II e o início da exploração com duas linhas distintas – Linhas Azul e Amarela.
Parte destes troços integram o viaduto do Campo Grande e constituem o primeiro troço elevado do Metropolitano de Lisboa. A estação Campo Grande é a primeira estação elevada da rede.

Foi também neste mandato que se procedeu ao estudo e implementação do projeto “Nova Imagem Corporativa” onde, para além da alteração do logotipo, se procedeu à normalização da sinalética, material de escritório, mapa de rede e nomes das Linhas.

Dr. António de Carvalho Santos e Silva

Dr. António de Carvalho Santos e Silva

abril de 1986 a dezembro de 1986 presidente interino em substituição do Dr. José Manuel de Sousa Pestana Bastos

Responsável pelos pelouros das áreas de Exploração Comercial, de Auditoria e de Segurança, o Dr. António Santos e Silva assegurou a condução dos trabalhos de prolongamento em curso, que se integravam no plano de desenvolvimento da rede. Com base numa proposta sua, são aprovadas, num horizonte de 10 anos, as grandes ações de expansão da rede: desconexão da Rotunda e ida até ao Tejo, prolongamento para Odivelas, com início na futura estação de Campo Grande e passagem pelo Lumiar, prolongamento da linha Sete Rios – Luz para Benfica e Amadora, utilização da Ponte sobre o Tejo e constituição do interface CP/ML em Entre Campos.

Dr. José Manuel de Sousa Pestana Bastos

Dr. José Manuel de Sousa Pestana Bastos

maio de 1980 a setembro de 1985 e de dezembro de 1986 a junho de 1988

Com a aprovação governamental que autorizava a Empresa a prosseguir com a 1.ª fase dos trabalhos da ligação de Alvalade ao Campo Grande, denominado “empreendimento Cruz Norte”, desenha-se a ideia de construção de um grande interface rodoviário, na futura estação Campo Grande, que serviria de ponto de partida para futuros prolongamentos.

Nos anos em que o Dr. José Pestana Bastos presidiu ao Metropolitano de Lisboa, fica completo o programa de obras de ampliação dos cais de estações e inicia-se a exploração do novo material circulante ML 79. É também aprovada a entrada em funcionamento do sistema de controlo automático de bilhetes através da utilização de obliteradores.

Brigadeiro João Carlos da Silva Escudeiro

Brigadeiro João Carlos da Silva Escudeiro

dezembro 1979 a maio de 1980

Ano do seu 20.º Aniversário, o Metropolitano de Lisboa ultrapassa em 1979 a meta dos cem milhões de passageiros.

É no mandato do Brigadeiro João Carlos da Silva Escudeiro, presidente do primeiro Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa, EP, que são saneadas as questões relativas aos terrenos de Praça de Espanha, Sete Rios (PMO I) e Calvanas (PMO II), permitindo, no caso deste último, avançar com a construção do troço Alvalade/Campo-Grande/Calvanas-PMO II.

Eng.º António Duarte da Silva

Eng.º António Duarte da Silva

maio de 1978 a dezembro de 1979

A Empresa, liderada pelo Eng.º António Duarte da Silva, conduziu os trabalhos de continuação e conclusão das obras de ampliação de algumas estações, que já estavam em curso; deu início à terraplanagem do segundo Parque de material e oficinas em Calvanas e às obras de ampliação da estação Campo Pequeno e procedeu à adjudicação da construção do troço Alvalade/Campo-Grande/Calvanas-PMO II.

A 30 de dezembro de 1978, é determinada a passagem do Metropolitano de Lisboa a Empresa Pública, aprovando-se os respetivos estatutos (Dec. Lei n.º 439/78).

Eng.º António Diogo Pinto

Eng.º António Diogo Pinto

dezembro de 1975 a maio de 1978

O ano de 1975, apesar da maior agitação social e económica, ficou marcado pelas obras de ampliação de algumas estações da rede de metro e pela entrada em funcionamento experimental das máquinas de venda automática de bilhetes nas estações Rossio e Restauradores.

Durante o mandato do Eng.º António Diogo Pinto, são concluídas as obras de ampliação das estações Saldanha, São Sebastião, Intendente e Restauradores e iniciados os trabalhos nas estações Avenida, Picoas e Palhavã. Em janeiro de 1977 dá-se a introdução do passe intermodal, vulgo “passe social”.

Tenente-Coronel Eng.º Baltazar António de Morais Barroco

Tenente-Coronel Eng.º Baltazar António de Morais Barroco

fevereiro a outubro de 1975

O Metropolitano de Lisboa vivia os tempos difíceis do pós-25 de Abril, com grandes movimentações sociais e incerteza face ao futuro da Empresa. A Empresa é nacionalizada a 5 de junho de 1975.

Procurando prosseguir o trabalho do seu antecessor, o Eng.º Baltazar Morais Barroco enfrenta o problema financeiro da Empresa, pelo que, nos anos seguintes, não se verificarão quaisquer prolongamentos do Metropolitano de Lisboa. As obras centram-se apenas na ampliação dos cais das estações de modo a permitir a operação da rede com comboios de 4 e 6 carruagens.

Dr. António dos Santos Labisa

Dr. António dos Santos Labisa

setembro de 1972 a maio de 1974

Em junho de 1972, terminado o 2.º escalão da 1.ª fase da rede de metro, com a abertura da estação Alvalade, surgem questões prementes que têm de ser resolvidas, nomeadamente o aumento de tarifas e a reestruturação do quadro da Empresa.

Do mandato do Dr. Santos Labisa destaca-se a alteração dos estatutos da Empresa e a reorganização interna, preparando o Metropolitano de Lisboa para os desenvolvimentos futuros. São criadas as condições para a circulação de composições de 4 carruagens e para o plano de expansão da rede.

Eng.º Francisco de Mello e Castro

Eng.º Francisco de Mello e Castro

setembro de 1954 a agosto de 1972

Em 11 de julho de 1955, são assinados os contratos-base respeitantes à instalação do 1.º escalão da rede de metropolitano, dando início às obras de construção.

O Eng.º Francisco de Mello e Castro preside a 29 de dezembro de 1959, na estação Restauradores, à inauguração oficial do 1.º escalão da 1.ª fase da rede de metro que compreendia 11 estações, formando uma linha em “Y” com os dois ramos: Entre Campos/Rotunda e Sete Rios/ Rotunda, constituindo, em seguida, um troço comum: Rotunda/Restauradores. A exploração era realizada com comboios de duas carruagens, ambas motoras.

Em 1963, dá-se a entrada em exploração do troço Restauradores/Rossio.

Eng.º José do Nascimento Ferreira Dias Júnior

Eng.º José do Nascimento Ferreira Dias Júnior

janeiro de 1948 a Julho de 1954

Em janeiro de 1948, é constituída a Sociedade Metropolitano de Lisboa, SARL e são aprovados os estatutos e caderno de encargos.

Durante o mandato do Eng.º Ferreira Dias Júnior, é assinada a escritura que «faz concessão à sociedade “Metropolitano de Lisboa” do exclusivo estudo técnico e económico de um sistema de transporte coletivo fundado no aproveitamento do subsolo da Cidade de Lisboa», dando início aos estudos técnicos e económicos, da distribuição global dos transportes coletivos e das condições do subsolo de Lisboa.

Evolução da rede