Notícia

Faleceu Francisco Simões: um legado artístico que habita o Metropolitano de Lisboa

17.01.2026

Nota de pesar escultor Francisco Simões. 1946-2026

O Metropolitano de Lisboa assinala com pesar o falecimento do escultor Francisco Simões (1946–2026), figura maior das artes plásticas portuguesas e um dos mais relevantes nomes da escultura contemporânea, cuja obra permanece intimamente ligada ao espaço público, à cidade e, em particular, à nossa rede.

Artista de reconhecida projeção nacional e internacional, Francisco Simões deixa um legado duradouro, entranhado na memória coletiva e inscrito de forma indelével na paisagem urbana e cultural de Lisboa. No Metro de Lisboa, essa presença materializa-se com expressão muito particular na estação Campo Pequeno, onde a sua intervenção artística constitui um diálogo notável entre arte, mobilidade e vida quotidiana.

No âmbito da remodelação de 1994, projetada pelo arquiteto Duarte Nuno Simões, o escultor Francisco Simões foi convidado a desenvolver a animação plástica da estação, assumindo uma linha temática inspirada na história do próprio lugar.

Campo Pequeno situava-se, até meados do século XX, numa das portas de entrada de Lisboa para as populações rurais das zonas envolventes, que ali chegavam para vender os seus produtos nos mercados da cidade.

Partindo desta memória, o escultor concebeu as emblemáticas «Mulheres de Lisboa», um conjunto escultórico que homenageia essas figuras típicas e que acompanha diariamente milhares de clientes. Para tal, recorreu a uma extraordinária diversidade de mármores portugueses (lioz de Pêro Pinheiro, azulino de Maceira, encarnado e amarelo de Negrais, rosa de Vila Viçosa, ruivina de Estremoz, brechas de Tavira, negro de Mem Martins, verde de Viana do Alentejo e cinzento de Trigaches), bem como ao azul da Bahia e a pedras semipreciosas como a ágata e o ónix.

Nos cais/plataformas deixou, também, painéis alusivos à tourada ou «Festa Brava»,  evocada através dos seus símbolos e ambientes, mas sem nunca representar a lide do touro. Estes painéis são executados com minucioso trabalho de embutidos de mármores, enquanto nos átrios de acesso a mesma temática surge em gravação.   Fiel às técnicas manuais da tradição escultórica que ele próprio associava à escola de Mafra, recusou a mecanização, privilegiando um trabalho paciente e rigoroso que potencia o brilho e a beleza intrínseca da pedra.

Importa recordar que a estação Campo Pequeno integra ainda o revestimento de azulejos de Maria Keil, de 1959 e 1979, cuja malha de linhas oblíquas sobre fundo azul-claro estabelece um diálogo visual com a obra escultórica de Francisco Simões, reforçando a dimensão patrimonial e artística desta estação.

São também da autoria de Francisco Simões, os bustos em bronze de Arpad Szenes e de Maria Helena Vieira da Silva, instalados na estação Rato. Nessa estação, que serve a zona onde se localiza a Fundação Arpad Szenes–Vieira da Silva, o Metropolitano de Lisboa presta homenagem a estes dois artistas, integrando os seus retratos escultóricos na arquitetura do espaço.

A marca de Francisco Simões no Metropolitano de Lisboa ultrapassa, assim, a mera criação artística. É um testemunho de como a arte e cultura podem habitar as infraestruturas de transporte, qualificar a experiência de viagem e preservar a memória artística e cultural da cidade.

A sua obra permanecerá como parte integrante da nossa história e do nosso património, acompanhando gerações de clientes e todos os que trabalham para manter o Metro de Lisboa em movimento.

É através da participação continuada de inúmeros arquitetos e artistas plásticos de reconhecido mérito que o Metropolitano de Lisboa afirma o seu compromisso com a cultura, qualifica o espaço público subterrâneo e torna mais apelativa a experiência de viagem. Esta integração entre mobilidade e criação artística contribui para que a rede do Metro de Lisboa seja amplamente reconhecida como o museu mais visitado do país, em funcionamento 365 dias por ano, num horário de 18 horas diárias.

É, desta forma e nestes espaços singulares de fruição pública, que o Metropolitano de Lisboa contribui para eternizar o espírito criativo e a beleza da obra de Francisco Simões.

Contactos para assessoria de imprensa

N.º Ref.: 33_PR

Metropolitano
de Lisboa
Helena Taborda
962 408 939 – helena.taborda@metrolisboa.pt
LPM Alberto Miranda
917 244 251  albertomiranda@lpmcom.pt

 

Metro de Lisboa funciona até às 01h00 na Passagem de Ano

Metro de Lisboa funciona até às 01h00 na Passagem de Ano

Comunicado de Imprensa Créditos das imagens: Renata Pessoa/Metropolitano de Lisboa © 2021 O Metropolitano de Lisboa informa que, na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro, a circulação de comboios decorrerá entre as 06h30 do dia 31 de dezembro e a 01h00 do dia 1 de...