Comunicado de Imprensa
Metropolitano de Lisboa e ISCTE inauguram maior banco de testes de fibra ótica multinúcleo do mundo
Projeto pioneiro transforma a rede do Metro num “laboratório vivo” de inovação tecnológica e posiciona Portugal na vanguarda mundial das comunicações óticas de nova geração
O Metropolitano de Lisboa (ML) e o Iscte – Instituto Universitário de Lisboa inauguraram hoje o maior banco de testes de fibra ótica multinúcleo do mundo (Lisbon Underground Multicore Fiber Ring – LUMIRing), transformando a rede subterrânea do Metro de Lisboa num “laboratório vivo” de inovação tecnológica. Este projeto pioneiro posiciona Portugal na linha da frente da investigação e desenvolvimento em comunicações óticas de nova geração.
A cerimónia decorreu no Iscte e na estação da Cidade Universitária do Metropolitano de Lisboa, com a presença dos Ministros das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
O novo banco de testes permitirá experimentar, em ambiente urbano real, fibras óticas com quatro e sete núcleos, que prometem multiplicar a capacidade de transmissão de dados e revolucionar as comunicações globais a partir de 2026. Instalado ao longo da linha Amarela, entre Odivelas e o Rato, o sistema abrange 26 quilómetros de infraestrutura subterrânea, e terá, para ensaios, mais de 1900 km de fibra multinúcleo dos quais 728 quilómetros de fibra multinúcleo do mesmo tipo, tornando-o o mais extenso e tecnicamente avançado do mundo.
Ao disponibilizar a sua rede para este projeto, o Metropolitano de Lisboa assume um papel central na inovação tecnológica nacional, oferecendo condições únicas para testar e validar novas soluções de comunicação em ambiente subterrâneo real. Esta colaboração com o Iscte, a Heraeus Covantics da Alemanha e a Tratos Cavi de Itália, reforça a vocação do Metropolitano de Lisboa como operador de transporte inovador, parceiro da ciência e da experimentação tecnológica, contribuindo para o avanço da investigação aplicada e para a valorização da infraestrutura pública.
O projeto representa uma aposta estratégica na investigação de novas soluções tecnológicas, com potencial de aplicação relevante para o Metropolitano de Lisboa no domínio da digitalização, podendo contribuir para futuras melhorias e inovações na sua rede, potenciando futuras aplicações em sistemas de controlo, comunicação e segurança, bem como no desenvolvimento de soluções integradas de gestão inteligente e eficiente da operação.
A partilha de conhecimento e a cooperação com parceiros internacionais de referência, consolidam a projeção global do Metropolitano de Lisboa e reforçam o seu contributo para a economia do conhecimento e para o posicionamento tecnológico de Lisboa.
Para Maria Helena Campos, Presidente em exercício do Metropolitano de Lisboa “esta colaboração representa uma oportunidade ímpar para o ensaio de tecnologias de última geração em ambiente urbano real e com dimensão operacional. Constitui um passo decisivo do Metropolitano de Lisboa no desenvolvimento e validação de fibras óticas multinúcleo de nova geração, recorrendo a soluções tecnológicas de vanguarda ainda pouco testadas à escala mundial. Simultaneamente, esta parceria evidencia a capacidade do Metropolitano de Lisboa para atrair projetos de elevado valor científico e tecnológico, projetando a sua imagem no panorama nacional e internacional e fomentando sinergias com instituições académicas e científicas, num quadro de responsabilidade pública e compromisso com o desenvolvimento sustentável.”
Jorge Costa, vice-reitor do Iscte para a Investigação e Modernização Tecnológica, considera que “este banco de ensaios terrestre transformará Portugal num centro mundial de telecomunicações óticas, atraindo investimentos em tecnologias de comunicação, em Inteligência Artificial e em transformação digital”. O vice-reitor afirma que “o Iscte e o país já estão a atrair investigadores de todas as partes e produção científica de alta qualidade, assim como o interesse de investimento de operadoras globais como a norte-americana AT&T, a Deustche Telekom ou a Vodafone, que estão em fase de investimento para aumentar a capacidade das suas redes: tudo isto significa empregos altamente qualificados que vão ter a sua sede em Lisboa”. Adolfo Cartaxo, o responsável científico do projeto, acrescenta que “a colaboração já acordada com o National Institute of Information and Communication Technology (NICT), agência pública japonesa de investigação em tecnologias de informação e comunicação, para a realização de testes e demonstração de sistemas de fibras multinúcleo em grande escala num ambiente subterrâneo realista, ao longo de 2026, é um exemplo concreto deste interesse pelo banco de testes LUMIRing”.
Com esta iniciativa, o Metropolitano de Lisboa reafirma a sua centralidade no ecossistema de mobilidade da Área Metropolitana, consolidando-se como operador moderno e inovador, orientado para a eficiência energética, a sustentabilidade e a descarbonização. Ao colocar a tecnologia ao serviço da mobilidade e do progresso urbano, o Metropolitano de Lisboa reforça o seu papel estruturante na construção de cidades inteligentes e resilientes, alinhadas com os princípios da transformação digital e do desenvolvimento sustentável.
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