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Alto dos Moinhos

Ficha Técnica

 

Horário | átrio único

Abertura: 06h30

Fecho: 01h00

 

Rede de vendas

Máquinas de venda automática

 

Acessibilidade

A estação não dispõe de elevadores e escadas mecânicas.

 

Dados técnicos

Localização

Linha Azul

R. Dr. João de Freitas Branco, sob o viaduto da Av. Lusíada.

 

Inauguração

14 de outubro de 1988

Projeto arquitetónico: Ezequiel Nicolau

Intervenções plásticas: Júlio Pomar

Pontos de interesse

Auditório do Alto dos Moinhos

Escola de Mulheres – Oficina de Teatro

Estádio do Sport Lisboa e Benfica

Hospital dos Lusíadas

Palácio Beau Séjour – Gabinete de Estudos Olisiponenses

Parque Bensaúde

Museu da Música

Arte na Estação

A estação Alto dos Moinhos, construída no âmbito da extensão da rede à zona de Benfica, abriu ao público em 1988. O projeto de arquitetura é da autoria do Arq.º Ezequiel Nicolau e a animação plástica do pintor Júlio Pomar.

Partindo da ideia de homenagear quatro nomes das letras portuguesas, Camões, Bocage, Pessoa, Almada e, tendo presente que nos espaços públicos surgem de forma natural e espontânea graffitis, Júlio Pomar resolveu antecipar-se às mãos anónimas, colocando aí “graffitis” da sua própria lavra. 

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O convite que recebeu do Metropolitano para animar plasticamente a estação do Alto dos Moinhos foi ao encontro da sua intenção de estar um ano a desenhar. O produto desse ano de trabalho é o que se pode ver nas paredes da estação. Com esses desenhos foi também organizada uma exposição pelo Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em 1984, com o título “1 Ano de desenho, 4 poetas no Metropolitano de Lisboa”.

Diz João Castel-Branco Pereira na sua obra “Arte Metropolitano de Lisboa” sobre a tónica que Júlio Pomar quis dar a cada poeta, e sobre a iconografia utilizada: “Pomar dá corpo a um Camões guerreiro e galante, memorista de uma história pátria poeticamente ficcionada, em duelos medievais, exotismos do Oriente e amores fogosos em ilhas míticas. Um outro modo de ser português é o que o artista regista em Bocage, irreverente e sarcástico narrador de histórias burlescas, que contudo não deixa transparecer uma consciência tenebrística da vida.

Do século XX, representam-se duas figuras emblemáticas da nossa contemporaneidade: Fernando Pessoa e Almada Negreiros. O primeiro, personagem do drama moderno da impossibilidade do indivíduo ser um só, desmultiplicando-se em diferentes heterónimos, sentados em simultâneo à mesma mesa do café urbano. O segundo, cosmopolita, fazendo explodir a sua integridade na diversidade dos talentos, Arlequim dos seus desenhos, elegante citadino, apaixonado do ver, observador sempre atento “.

O Metropolitano de Lisboa, através da política de gestão dos seus espaços públicos, que inclui sempre o aspeto artístico, mais uma vez presta tributo às Artes Plásticas portuguesas, e a quatro grandes figuras da nossa cultura.