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Entre Campos

Ficha Técnica

 

Horário |  2 átrios

Abertura: 06h30

Fecho: 01h00

 

Rede de vendas

Máquinas de venda automática

Acessibilidade

A estação dispõe de tapetes rolantes.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone: 21 3500115 ou do email atendimento@metrolisboa.pt

 

Interfaces

CP

Fertagus


Dados técnicos

Localização

Linha Amarela

Av. da República, junto à Praça dos Heróis da Guerra Peninsular.

 

Inauguração

29 de dezembro de 1959

Projeto Arquitetónico: Falcão e Cunha

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Ampliação

15 de julho de 1973

Projeto Arquitetónico: Dinis Gomes

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Remodelação

Átrio Norte – 31 de agosto de 1993

Projeto Arquitetónico: Sanchez Jorge

Intervenções plásticas: Bartolomeu Cid dos Santos

Átrio Sul – 11 de dezembro de 1993

Projeto Arquitetónico: Sanchez Jorge

Intervenções plásticas: Bartolomeu Cid dos Santos e José de Santa Bárbara

 

Pontos de interesse

Biblioteca Central de Estudos Africanos

Biblioteca Nacional

Clínica São João de Deus

CML – Edifício Central do Município

CTT Entre Campos

Embaixada de Angola

Hospital Curry Cabral

Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres

Instituto Gregoriano de Lisboa

Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva

ISCTE Business School 

Arte na Estação

A estação Entre Campos é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitetónicos e artísticos seguiu o programa então adotado para todas as estações desse escalão, o projeto matriz de arquitetura é da autoria do Arq.º Keil do Amaral e o revestimento de azulejos da autoria da pintora Maria Keil.

O padrão adotado nesta estação por Maria Keil para o revestimento em azulejos tem como fundo uma harmonia de cores quentes que vão do amarelo ao vermelho, marcados aqui e além por pequenos grupos de azulejos de fundo verde claro. Sobre os azulejos inscrevem-se figuras geométricas, circunferências e quadrados com diagonais cruzadas, em agrupamentos variados que vão de um a quatro azulejos.

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Em 1993, foi a primeira estação a beneficiar de obras de remodelação, tendo sido Bartolomeu Cid dos Santos o artista convidado para animar plasticamente e o escultor José Santa Bárbara para o tratamento da zona de ligação com o interface com a CP.

Bartolomeu Cid dos Santos, pintor e gravador, professor na Slade School of Arts, nome reputado no panorama internacional das artes plásticas, para este local, atendendo que é a estação da Biblioteca Nacional, inspirou-se nas Letras Portuguesas. O programa plástico centra-se num grande painel situado no átrio Sul, utilizando ácido e buril, numa técnica mista por ele desenvolvida e cria uma biblioteca em pedra com títulos da Idade Média aos nossos dias, representativa da evolução da nossa Literatura. No centro do painel, um círculo que nos sugere a ideia de universalidade das letras, o – mundo de Cultura – para onde Bartolomeu convidou os nomes mais representativos da literatura actual a deixarem marcada na pedra as suas assinaturas.

Quis o artista que toda esta composição sugerisse uma atitude de dinâmica cultural e intensa vivência, por isso incluiu alguns objetos decorativos, uma jarra com flores, uma moldura com o seu autorretrato e, inclusivamente, a seleção das suas obras preferidas (canto inferior esquerdo) que inclui “Os Lusíadas” de Camões e a “Ode Marítima” de Álvaro de Campos, que irá desenvolver em sequências de imagens nas duas plataformas da estação, numa atitude de convite à leitura.

Neste caminho, do átrio das bilheteiras até aos cais de embarque, desenrola-se uma sequência de motivos vegetalistas e marinhos, que funcionam como introdução para o desenrolar dos dois poemas preferidos de Bartolomeu. Tutelando cada poema e poeta, uma musa inspiradora representada em primeiro plano, acompanhada por uma citação do próprio poeta que tutelam. Na plataforma Poente, o tema é “Os Lusíadas” de Camões. Na plataforma Nascente, a Ode Marítima de Fernando Pessoa.

Unindo as duas plataformas, encontra-se o maior painel da estação. Bartolomeu Cid dos Santos quis que este painel fosse uma homenagem ao grande pintor e gravador norte-americano Robert Motherwell, por quem tem grande admiração. No painel pode ler-se: “Importa saber que não se pode falar numa arte nacional; ser simplesmente um artista americano ou francês não significa coisa alguma. Não ser capaz de sair do seu primeiro meio artístico, é meio caminho para nunca atingir o Humano”, Motherwell define assim o conceito da universalidade da arte, que Bartolomeu subscreve.

Também nesta estação, na interface com a CP e da autoria de José Santa Bárbara, surge-nos uma original escultura-fonte que segundo as palavras do artista é “uma alegoria de água, luz e som, um ressuscitar da nossa herança árabe”, a presença da água, que segundo o artista, tem andado afastada do nosso quotidiano.

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