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Marquês de Pombal

 Ficha Técnica

Esta estação permite a correspondência entre as linhas Azul e Amarela. Se pretende fazer o transbordo entre linhas, não passe os canais de acesso.

Horário | 3 átrios

Abertura do átrio MP I sul: 06h30

Fecho do átrio MP I sul: 21h30, nos dias úteis; encerrado aos fins de semana e feriados

Abertura dos restantes átrios: 06h30

Fecho dos restantes átrios: 01h00

 

Rede de vendas | Estação Marquês de Pombal I (Linha azul)

– Máquinas de venda automática;

– Posto com emissão de cartões Lisboa viva urgente (dias úteis entre as 7h45 e as 19h45).

Rede de vendas | Estação Marquês de Pombal II (Linha amarela)

– Máquinas de venda automática;

– Posto de venda aberto todos os dias das 7h45 e as 20h30

Espaço Cliente 

Todos os dias úteis das 08h30 às 19h30

Esquadra da PSP

24h sobre 24h, todos os dias

Tel. 21 352 10 40

 

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores e escadas mecânicas.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone:21 3500115 ou do email atendimento@metrolisboa.pt

 

Interfaces

Vimeca

Dados técnicos

Localização

Linha Amarela

Linha Azul

Praça Marquês de Pombal.

 

Inauguração

Linha Azul: 29 de dezembro de 1959

Projeto arquitetónico: Keil do Amaral e Falcão e Cunha

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Linha Amarela: 15 de julho de 1995

Projeto arquitetónico: Duarte Nuno Simões e Nuno Simões

Intervenções plásticas: Menez e Charters de Almeida

 

Remodelação

Linha Azul: 15 de julho de 1995

Projeto arquitetónico: José Santa Rita e João Santa Rita

Intervenções escultóricas: João Cutileiro

Pontos de interesse

Cinemateca Portuguesa

Embaixada da Bélgica

Galeria Diário de Notícias

Parque Eduardo VII

Sociedade Nacional de Belas Artes

Arte na Estação

A estação Marquês de Pombal (antiga estação Rotunda) é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitetónicos e artísticos seguiu o plano adotado para todas as estações desse escalão com a particularidade inerente ao facto de se tratar, à época, da única estação de correspondência da rede.

Quando da sua inauguração, a estação Marquês de Pombal constituía o entroncamento dos dois ramos do “Y”, Sete Rios-Marquês de Pombal e Entrecampos-Marquês de Pombal, com o troço comum Marquês de Pombal-Restauradores, que formavam a linha então existente. O projecto arquitetónico foi da autoria dos, Arq.º Keil do Amaral e Arq.º Falcão e Cunha. Em termos plásticos Maria Keil foi a autora dos revestimentos em azulejos, o que de resto aconteceu em todas as restantes estações dos 1º e 2º escalões inauguradas até 1972, à exceção da estação Avenida, cujos revestimentos são da autoria de Rogério Ribeiro. Na estação Marquês de Pombal o revestimento desenvolve um motivo em espiral que lembra uma esfera armilar, as cores utilizadas foram o verde e o azul.

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Em 1995, com a desconexão do entroncamento de vias aí existente, a estação sofre uma profunda alteração estrutural. A linha em “Y” é transformada em duas linhas autónomas possibilitando melhores desempenhos a nível de exploração. Foi construída uma nova estação para a linha do Girassol (atualmente Odivelas/Rato). O projeto arquitetónico desta estação é da autoria dos, Arq.º Duarte Nuno Simões e Arq.º Nuno Simões. A antiga estação ficou a servir a linha da Gaivota, (Pontinha/Terreiro do Paço, na sua fase final em 1999) o projeto arquitetónico para a sua remodelação é da autoria dos Arq.º José Santa Rita e Arq.º João Santa Rita.

Para a animação plástica deste enorme espaço foram convidados três artistas, o escultor João Cutileiro para a antiga estação, a pintora Menez para a nova e, para o espaço de ligação entre as duas estações, o escultor Charters de Almeida.

O Marquês de Pombal, figura carismática da nossa História com tão grande impacto no nosso imaginário coletivo e que dá nome ao local, constitui o mote principal das intervenções plásticas de Menez e João Cutileiro.

O escultor João Cutileiro colocou, no espaço que separa as duas linhas, a figura do Marquês de Pombal representado com o seu atributo mais identificativo, a exuberante cabeleira. Numa das mãos segura um rolo de papel, possivelmente os planos de reconstrução da cidade, ou os seus tão célebres decretos. As esculturas encontram-se sempre de costas para acentuar o caráter enigmático e misterioso desta controversa figura histórica, permitindo a quem se encontra no cais de embarque visualizar as esculturas como vultos recortados.

Menez, no átrio das bilheteiras, em suporte de azulejos, ilustra de uma forma cronológica o historial do longo consulado do Marquês. Num registo superior, frisos simétricos vão desenrolando imagens ilustrativas de quase todo o século XVIII português, numa linguagem afim à banda desenhada. São representados todos os acontecimentos mais marcantes; o atentado a D. José, o suplício dos Távoras, o terramoto, a reconstrução da cidade, a expulsão dos Jesuítas, o desenvolvimento das manufaturas, as Artes e Letras, a biografia do Marquês, a iconografia maçónica, enfim todo o universo de parte do século XVIII português. Os azulejos foram pintados na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego.

No espaço de ligação entre as duas estações, numa parede que acompanha o percurso da passadeira rolante, Charters de Almeida concretizou a sua ideia de uma Cidade Imaginária (como denominou o seu trabalho), numa representação abstrata em pedra-lioz, gravada.