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Olivais

Ficha Técnica

 

Horário | átrio único

Abertura: 06h30

Fecho: 01h00

 

Rede de vendas 

– Máquinas de venda automática

 

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores e de escadas rolantes.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone: 21 3500115 ou do email atendimento@metrolisboa.pt

 

Dados técnicos

Localização

Linha Vermelha

R. Cidade de Bissau, entroncamento com a R. Cidade de Luanda.

 

Inauguração

07 de novembro de 1998

Projeto Arquitetónico: Rui Cardim

Intervenções plásticas: Nuno de Siqueira e Cecília de Sousa

Pontos de interesse

Bedeteca

Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo

CML – Quinta Pedagógica dos Olivais

Escola C+S dos Olivais

Escola Secundária Eça de Queiroz

Escola Secundária Vitorino Nemésio

Igreja de S. José Olivais Sul

Instituto de Acção Social das Forças Armadas

Mercado Olivais Sul

PSP Olivais

Arte na Estação

A estação Olivais, uma das sete estações pertencentes ao 1º escalão da Linha D (Linha do Oriente), foi inaugurada em 7 de novembro de 1998. O projeto arquitetónico foi da autoria do Arq.º Rui Cardim e as intervenções plásticas estiveram a cargo de Nuno de Siqueira e Cecília de Sousa.

Situada a 36 metros de profundidade esta estação é uma das mais profundas da rede. Em termos arquitetónicos a estação carateriza-se pela existência de um vasto átrio único que se situa a um nível relativamente próximo da superfície com a qual comunica por meio de quatro acessos dotados de escadas mecânicas e pedonais, neste átrio, para além das habituais instalações para aquisição e controlo de bilhetes, existe também uma zona comercial.

Sensivelmente a meio do átrio nascem quatro galerias, duas de cada lado, dotadas de escadas mecânicas e pedonais, para acesso aos cais. Dada a profundidade da estação e para evitar percursos demasiado longos existe ainda num dos topos dos cais um acesso através de uma ponte-varandim que permite a mudança de cais.

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Os panéis de azulejos de revestimento dos cais de embarque são da autoria de Nuno de Siqueira, neles o artista pretende lembrar a participação portuguesa no desenvolvimento da modernidade que, segundo ele, se consubstancia na viagem de Vasco da Gama da qual se comemora agora o quinto centenário.

No seu trabalho Nuno de Siqueira faz uma utilização profusa de símbolos ligados à nossa História, citando o artista, pode ler-se:

“…. assim se assinalam como centrais as referências seguintes:

A presença constante dos sinais de adversidade inerentes à própria dialética da história e representada nos painéis pelo Cerberus, símbolo mitológico grego e guarda das Portas do Inferno.

A referência à constante histórica da guerra ou do espírito revolucionário inerente à história moderna e representada nos painéis por uma chamada ao extraordinário quadro de Delacroix…

A Torre de Belém, símbolo por excelência da época moderna.

A figuração das aparições de Fátima sobre um olival que a relaciona com o local da nova estação de metropolitano e que está ligada à própria presença berbere em Fátima para quem o local já era então Sagrado e que simboliza a síntese escatológica anunciada no chamado Segredo de Fátima que envolve de maneira particular a participação dos portugueses. Para tal se serviu o autor de muita informação documental existente no secretariado do respetivo Santuário.

Finalizando, lembro novamente a comemoração do V Centenário da Viagem de Vasco da Gama (1498-1998) como simbolizando toda a história moderna que “agora se acaba”. Assim, no último painel, sugeriu o autor uma saída de uma nave representativa dos modernos sputniks e da viagem à Lua transportando na sua frente como que a “Ponta de Sagres” estabelecendo a ligação do passado com a nova aventura a desenvolver, desde já, pelos séculos futuros. ”

Quanto aos aspetos técnicos, os painéis foram estudados para serem reproduzidos em azulejos de 20×20 cm, por processo mecânico directo (fotograficamente).

A intervenção plástica de Cecília de Sousa, tomou como tema o topónimo do local – Olivais. Após uma longa pesquisa que passou pelo contato direto com pessoas que aí moram há muitos anos, optou por uma intervenção escultórica e painéis cerâmicos onde faz uma alusão aos olivais. Com efeito, as esculturas colocadas no exterior e no átrio da estação, lembram na forma e na cor o passado rural deste local.

Uma das intervenções escultóricas faz uma ligação temática, entre a forma circular de uma mó de um lagar de azeite e uma roda, o componente principal de qualquer meio de transporte terrestre.