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Picoas

Ficha Técnica

 

Horário | 2 átrios

Abertura do átrio norte: 06h30

Fecho do átrio norte: 01h00

Abertura do átrio sul: 06h30

Fecho do átrio sul: 21h30, nos dias úteis; encerrado aos fins de semana e feriados

 

Rede de vendas

Máquinas de venda automática

 

Acessibilidade

A estação não dispõe de elevadores e escadas rolantes.

 

Dados técnicos


Localização

Linha Amarela

Av. Fontes Pereira de Melo, cruzamento com a R. Tomás Ribeiro.

 

Inauguração

29 de dezembro de 1959

Projeto Arquitetónico: Arq.° Falcão e Cunha

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Ampliação

Átrio Sul – 9 de novembro de 1982

Projeto Arquitetónico: Benoliel de Carvalho

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Remodelação

3 de abril de 1995

Projeto Arquitetónico: Dinis Gomes

Intervenções plásticas: Martins Correia


Pontos de interesse

Conservatórias do Registo Civil de Lisboa

Instituto das Novas Profissões

Instituto Nacional de Emergência Médica

Loja EMEL

Pousada da Juventude

Sede da UNICEF

Sede PT Comunicações

Sede Social do Metropolitano de Lisboa E.P.E

Sociedade Portuguesa de Autores

 

Arte na Estação

A estação Picoas é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitetónicos e artísticos seguiu o programa então adotado para todas as estações desse escalão, o projeto arquitetónico é da autoria dos, Arq.º Keil do Amaral e Arq.º Falcão e Cunha e o revestimento de azulejos da autoria da pintora Maria Keil.

O padrão adotado por Maria Keil para o revestimento em azulejos, foi conseguido através da utilização de uma multiplicidade de planos, com variação da proporção e cor, em tons de azul, verde e branco.

Em 1994 a estação foi objeto de obras de remodelação e ampliação, inseridas no programa de beneficiação e ampliação da rede do Metropolitano. O Arq.º Diniz Gomes foi o autor do projeto arquitetónico, o artista plástico convidado foi Martins Correia.

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Martins Correia fundamentou a sua criação artística numa homenagem às mulheres de Lisboa. Ao longo das plataformas surgem painéis com temas ligados à cidade, sua simbologia e história. As figuras típicas da cidade, as Mulheres de Trabalho – vendedeiras, peixeiras de canastra à cabeça, vultos negros estilizados, numa atitude que pretende acentuar a sua dignidade e elegância. A heráldica da cidade de Lisboa, a barca com os corvos, a bandeira negra e branca da cidade, colunas romanas, tudo isto nos aparece para melhor identificar o cariz desta representação plástica.

Também da autoria de Martins Correia foi colocada no átrio Norte acesso Nascente, num espaço dotado com encenação própria para melhor a realçar, uma estátua em bronze pintado que representa Pomona, deusa grega dos frutos e da abundância.

No átrio Sul, acesso da Rua Andrade Corvo, oferecida pelo Metropolitano de Paris (RATP) e inserida num programa de intercâmbio cultural entre redes de metropolitano, foi instalada uma peça de mobiliário urbano, conhecida por acesso Guimard. Estes acessos foram criados no início do século por Hector Guimard, grande nome da Arte Nova, para ornamentar as entradas do Metropolitano de Paris.

Esta é uma peça emblemática da Arte nos Metropolitanos e, quando surgiram, tiveram grande impacto na paisagem urbana parisiense. O estilo artístico em que foram construídas (a Arte Nova dava ainda os seus primeiros passos), não sendo conhecido da generalidade das pessoas, estas designavam-no por “Estilo Metro”. Hoje estas peças fazem parte integrante do património artístico parisiense, constituindo mesmo um “ex-libris” da cidade.