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Restauradores

Ficha Técnica

 

Horário | 2 átrios

Abertura do átrio norte: 06h30

Fecho do átrio norte: 21h30

Abertura do átrio sul: 06h30

Fecho do átrio sul: 01h00

 

Rede de vendas

- Máquinas de venda automática

- Posto de venda (dias úteis entre as 7h45 e as 19h45)

 

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores e escadas mecânicas.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone 21 3500115 ou do email relacoes.publicas@metrolisboa.pt

 

Interfaces

CP

Dados técnicos


Localização
Linha Azul

Praça dos Restauradores.

Inauguração

29 de dezembro de 1959

Projeto arquitetónico: Falcão e Cunha
Intervenções plásticas: Maria Keil

Ampliação

Átrio norte – 11 de fevereiro de 1977
Projeto arquitetónico: Benoliel de Carvalho
Intervenções plásticas: Maria Keil

Painel de azulejos

Átrio norte – 15 de setembro de 1994
Intervenções arquitetónicas: Sanchez Jorge e Duarte Nuno Simões
Autoria do painel : Luiz Ventura

Remodelação

Átrio sul – 8 de agosto de 1998
Projecto arquitectónico: Manuel Ponte
Intervenções plásticas: Nadir Afonso e Lagoa Henriques

Pontos de interesse

Ateneu de Lisboa

Casa do Alentejo

Coliseu dos Recreios

Ascensor da Glória

Ascensor do Lavra

Jardim do Torel

Loja do Cidadão

Miradouro São Pedro de Alcântara

Palácio da Independência

Palácio Foz

Palácio do Ludovice - Solar do Vinho do Porto

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Sociedade de Geografia de Lisboa

Teatro Politeama

Arte na Estação

A estação Restauradores é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitetónicos e artísticos seguiu o programa então adotado para todas as estações desse escalão, o projecto arquitetónico é da autoria do Arq.º Falcão e Cunha e a intervenção plástica da pintora Maria Keil.

Nesta estação, Maria Keil, num cromatismo em azul e lilás, concebe uma padronagem com inspiração clássica, pontilhada, aqui e ali, por fortes contrastes em preto, azul e amarelo. De onde em onde, aparecem integrados, de forma perfeita, elementos típicos da azulejaria do século XVIII – as albarradas.Em 1994, é instalada no átrio Sul uma obra de Mestre Luíz Ventura denominada “Brasil-Portugal: 500 anos – A Chegança”, que é a contrapartida da obra de Mestre David de Almeida “As vias da Água” e “As vias do Céu”, oferecida para a Estação Conceição do Metrô de São Paulo.O autor faz-nos a descrição da obra: 

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“A Chegança” é uma interpretação do encontro de duas culturas radicalmente diferentes, encontro que deu início ao processo do que é hoje a nação brasileira.Para marcar essas diferenças o artista transforma-as em personagens a ocupar o lugar das figuras registadas pela história. Dessa forma, o Idealismo Mercantilista é o personagem central, tendo as figuras da Propriedade Privada de um lado e da Religião do outro. Completando o elenco de 12 personagens temos ainda o Bem, o Mal, a Ganância, o Militarismo, a Ciência, a Tecnologia, a Cultura, a Ambiguidade e, por último, o Fantasma.O painel é cercado na base e nas laterais por um friso com desenho resultante da trama de cipó ou palha, comum em muitas tribos do Brasil.As cerâmicas sobre pedras preciosas são mostra da tecnologia e arte indígena – a ocarina da tribo Tukâno, a tigela e o pote da Tribo Kadiweu.

A flora permeia a imagem que nos conduz a uma nau portuguesa a todo o pano. Raízes de mangue, frutos e pássaro (este com elementos da plumária indígena) junto a um grafismo (não identificado de forma a assinalar a extinção de povos indígenas) e máscara cerimonial Tukana, fundem-se com a embarcação e seus tripulantes.

Apresenta-se, em seguida, a descodificação de alguns signos segundo palavras do próprio autor:

Idealismo Mercantilista - Personagem central que marca a história;

Propriedade Privada - Havia no Brasil uma sociedade agrária diferenciada, ou seja, uma sociedade sem classes sociais, sem propriedade privada. Elementos simbólicos de propriedade, antigos e contemporâneos, caraterizam o personagem;

Ciência - Simbolizada através do astrolábio, da presença dos matemáticos, geógrafos, astrónomos e pilotos que criaram o Regimento do Astrolábio, peça fundamental no avanço das expedições navais. O astrolábio está apoiado em tecidos com as cores nacionais de Portugal e Brasil;

A Tecnologia - O avanço tecnológico é mostrado através da construção naval que possibilitou a viagem da esquadra de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Os conhecimentos náuticos são simbolizados pelo mapa que assinala as costas de Portugal, Espanha e Continente Africano. Várias naus no oceano, rumando ao Brasil, completam o “quadro”;

Cultura - Representada por personagem com pena e livro nas mãos. No chapéu o sol, a lua, a nuvem, a borboleta: símbolos de criação artística;

Religião - Representa um religioso incluindo os conceitos do Bem (anjo) e do Mal (diabo).

Bem - Anjo com asas e auréola. Flor e coração lembram a sua luta libertária dos anos 70 com a palavra de ordem “Paz e Amor”;

Mal - O diabo sinaliza o seu símbolo;

Ganância - Simbolizada pela mão esquerda apoiada na tampa da arca com objetos de prisão ou castigo usados para sujeitar os escravos;

Ambiguidade - Na literatura universal encontramos com frequência um personagem dúbio ou dissimulado que estimula a nossa curiosidade, e que aqui é representado pelo embuçado com um facão atravessado no chapéu. Será a ambiguidade em pessoa?;

Militarismo - A lança marca o uso da força na defesa da “ordem constituída”;

Fantasma - Personagem situado no limite da embarcação com a floresta. Representará a ameaça do desconhecido? Representará o medo da propagação de doenças inexistentes neste continente? Representará o prenúncio da escravidão?
Do ponto de vista da técnica utilizada salienta-se, a pintura a pincel, a corda seca em esmalte vitrificável sobre material cerâmico, bem como aplicações de cristal de Murano. A execução esteve a cargo de Delinea Cerâmica Artística, São Paulo, Brasil.
Em agosto de 1998 foi inaugurada a ligação Restauradores Baixa/Chiado, a remodelação do átrio Sul da estação Restauradores inseriu-se neste empreendimento. O projeto arquitetónico correspondente é da autoria do Arq.º Manuel Ponte e as intervenções plásticas são de Nadir Afonso e Lagoa Henriques.

Nadir Afonso, pintor abstratizante de feição geométrica, criou seis painéis de azulejos para serem colocados ao longo dos cais da estação. Estes painéis são dedicados às cidades de Madrid, Paris, Londres, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Moscovo. O artista pretende com esta obra “expressar, mediante representações simbólicas, uma homenagem de Lisboa às demais capitais metropolitanas.”

Lagoa Henriques, escultor neofigurativo, concebeu para esta estação dois trabalhos: uma estátua em pedra de uma figura feminina e um painel em pedra gravada versando o tema da poesia, numa homenagem a grandes nomes da nossa cultura, António Boto, Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Cesário Verde e Luís de Camões.

 

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