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Rossio

Ficha Técnica

 

Horário | 2 átrios

Abertura do átrio poente: 06h30

Fecho do átrio poente: 01h00

Abertura do átrio nascente: 06h30

Fecho do átrio nascente: 21h30, nos dias úteis; encerrado aos fins de semana e feriados


Rede de vendas 

- Máquinas de venda automática

 

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores (átrio poente).

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone: 21 3500115 ou do email relacoes.publicas@metrolisboa.pt

 

Dados técnicos


Localização
Linha Verde

Praça da Figueira.

Inauguração

27 de janeiro de 1963

Projeto Arquitetónico: Falcão e Cunha
Intervenções plásticas: Maria Keil

Remodelação

16 de abril de 1998
Projeto Arquitetónico:  Leopoldo Almeida Rosa
Intervenções plásticas: Artur Rosa e Helena Almeida

Pontos de interesse

Castelo de S. Jorge

Igreja de S. Cristovão

Igreja de S. Domingos

Junta de Freguesia da Madalena

Largo Chão do Loureiro

Museu Antoniano

Palácio da Independência

Praça da Figueira

Registo Predial

Teatro Nacional D. Maria II

 

Arte na Estação

A estação Rossio abriu ao público em 1963 englobada na construção da 2ª fase do 1º escalão da rede, que decorreu entre 1959 e 1963, em termos arquitetónicos e artísticos seguiu as diretrizes globais aplicadas a esse empreendimento, o responsável pelo projeto arquitetónico foi o Arq.º Falcão e Cunha e a autora do revestimento em azulejos foi a pintora Maria Keil.

Em termos artísticos, a produção do revestimento passou pela utilização da técnica da “corda seca”. As técnicas antigas do azulejo tinham caído no esquecimento, porque durante parte dos séculos dezanove e vinte a Arte do Azulejo perdera importância. É de salientar que, com esta série de composições para as estações do Metropolitano, Maria Keil recuperou muitas dessas tradições perdidas, tornando-se a principal impulsionadora do ressurgimento desta Arte.  

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O revestimento desta estação é composto por uma paleta de tons de azul e verde que constituem o fundo onde se inscrevem linhas que constituem uma teia base, conseguida através do aumento do espaço isolante da “corda seca”. A teia é por vezes interrompida pela inclusão de motivos em roseta em grupos de quatro azulejos.

O plano de expansão da rede em curso até 1999 integra a extensão das linhas entre os Restauradores e Santa Apolónia e entre Rossio e Cais do Sodré, eliminando o troço Rossio – Restauradores, criando duas linhas independentes com correspondência na estação dupla Baixa/Chiado. Durante os trabalhos de construção desta estação foram trazidos à luz do dia achados arqueológicos de grande interesse para o património cultural da cidade. Vestígios da cidade romana, da cidade moura e também dos edifícios pertencentes ao Hospital de Todos-os-Santos, mandado construir por D. João II, que ruiram com o terramoto de 1755. Todo este conjunto arqueológico foi devidamente estudado pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, estando os achados arqueológicos expostos no Museu da Cidade. Uma importante página da História de Lisboa veio assim à luz do dia graças à construção do Metropolitano de Lisboa.

A remodelação da estação do Rossio inseriu-se neste empreendimento. O projeto arquitetónico é da autoria do Arq.º Leopoldo Rosa e a intervenção plástica resulta do trabalho conjunto dos artistas Artur Rosa e Helena Almeida.

Artur Rosa, pintor e escultor de orientação abstrata, de um geometrismo rigoroso de raiz cubista, concebeu para esta estação quatro grandes esculturas em aço, simétricas duas a duas, colocadas junto às escadas do átrio.

Helena Almeida, pintora de cariz abstratizante, concebeu para esta estação um friso em tons de azul com alguns apontamentos a amarelo, que percorrem as paredes ao longo das escadas de acesso à estação e restante átrio. O friso reentrante tem dupla moldura ao nível da parede e é composto por módulos de doze azulejos, apresentando cada um deles posturas corporais de figuras femininas em andamento, numa sucessão que produz uma sugestão de movimento acompanhando o percurso do passageiro.

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