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São Sebastião

Ficha Técnica

 

Horário | 3 átrios

Abertura: 06h30

Fecho: 01h00

 

Rede de vendas | Estação São Sebastião I (Linha azul)

– Máquinas de venda automática

Rede de vendas | Estação São Sebastião II (Linha vermelha)

– Máquinas de venda automática

 

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores e escadas mecânicas.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone 21 3500115 ou do email atendimento@metrolisboa.pt

 

Dados técnicos

Localização

Linha Azul

Av. António Augusto de Aguiar, cruzamento com a Av. Marquês de Fronteira.

 

Linha Vermelha

Av. Duque de Ávila

 

Inauguração

Linha azul: 29 de dezembro de 1959

Projeto arquitetónico: Keil do Amaral

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Linha vermelha: 29 de agosto de 2009

Projeto arquitetónico: Tiago Henriques

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Ampliação

Átrio sul da Linha azul:  18 de abril de 1977

Projeto arquitetónico: Dinis Gomes

Intervenções plásticas: Maria Keil

 

Remodelação

Linha azul: 29 de agosto de 2009

Projeto arquitetónico: Tiago Henriques

Intervenções plásticas: Maria Keil


Pontos de interesse

Embaixada da África do Sul

Fundação Calouste Gulbenkian

Igreja de São Sebastião da Pedreira

Maternidade Alfredo da Costa

Mesquita de Lisboa

Museu de Arte Moderna

Parque Eduardo VII

 

Arte na Estação

A estação São Sebastião é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando da inauguração da rede. Em termos arquitetónicos e artísticos seguiu o programa então adoptado para todas as estações desse escalão, o projeto arquitetónico é da autoria do Arq.º Keil do Amaral e o revestimento de azulejos da autoria da pintora Maria Keil.

Nesta estação Maria Keil, a partir de duas versões – uma direita e outra esquerda – de um motivo formado por arcos com curvaturas diferentes inscrito num único azulejo, constrói um padrão com uma forte dinâmica para a qual contribuem a alternância das formas esquerda e direita, das cores e da orientação. De onde em onde, quatro azulejos convenientemente orientados formam um quadrado maior, revelando um motivo circular que quebra e modula o ritmo de base. As cores utilizadas são o branco e o beije, o ocre e o verde.

Este revestimento foi levantado em 1977 quando da construção do átrio Sul e da abertura de um novo acesso no átrio Norte, não tendo sido reposto após as referidas obras. Ficando desde essa data prevista uma intervenção plástica de Maria Keil por ocasião das obras de remodelação da estação que se encontravam já programadas, em agosto de 2009, reabre totalmente remodelada a estação São Sebastião I, com o projeto arquitetónico a cargo do Arq. Tiago Henriques.

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A extensão da Linha Vermelha (Oriente), incluída no Plano de Expansão da Rede, que cruza a Linha Azul (Gaivota) ao nível da estação São Sebastião, determinou a remodelação da estação existente e a construção de uma segunda estação. A estação São Sebastião ficou assim a constituir uma estação dupla, permitindo a correspondência entre as linhas Vermelha (Oriente) e Azul (Gaivota).

Em agosto de 2009, reabre totalmente remodelada a estação S. Sebastião I, com o projecto arquitetónico a cargo do Arq. Tiago Henriques. Com a construção da estação São Sebastião II e respetiva correspondência à estação S. Sebastião I, foi necessário efetuar alterações ao projeto inicial de S. Sebastião I, tendo os acabamentos sido praticamente substituídos na sua totalidade por materiais idênticos aos que se iriam utilizar na futura estação S. Sebastião II. Foram adotados materiais que se consideram “neutros”, a fim de valorizar o trabalho plástico desenvolvido por Maria Keil, cujos painéis datam dos anos 90, tendo sido efetuada em S. Sebastião I, à luz deste projeto, uma reinterpretação da intervenção plástica que já existia.

Nesta estação, Maria Keil evoca o local entre o Parque Eduardo VII e o Jardim Gulbenkian, trabalhando o tema da “Árvore”. Apresentando pela primeira vez painéis individuais, a artista procura um registo de azulejos padrão e, através da sua desmaterialização e acoplamento, desenha painéis integrados em geometrias de padrões representando árvores e criando uma atmosfera leve e fresca, relacionando-a espacialmente com o exterior. No cais e galerias laterais, utiliza motivos geométricos.

Em S. Sebastião II o desenho encontra-se associado aos percursos e a momentos que acontecem ao longo dos vários espaços, partindo do azulejo tradicional (14X14 cm) como módulo de várias matrizes. Maria Keil explora, nesta estação, possíveis transformações do azulejo, encontrando na luz, cores, formas e texturas, o diálogo com o público. Os momentos, os ritmos de partida, de chegada, o percurso e os compassos de espera, são assim descritos ao passageiro e não lhe passam, de forma alguma, despercebidos em todo o seu trajeto.

Com três novos tipos de azulejos em relevo, originando superfícies multifacetadas, onde predomina a cor branca, a artista consegue impor vários ritmos que são enfatizados pelo brilho emanado e a capacidade refletora (efeito cinético), que se afiguram uma das principais caraterísticas desta técnica. Segundo a pintora, num espaço subterrâneo e de betão o azulejo confere-lhe brilho e frescura e as pessoas sentem-no quando passam.

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