Aeroporto

Ficha Técnica

 

Horário | átrio único

Abertura: 06h30

Fecho: 01h00

Rede de vendas

– Máquinas de venda automática

– Posto de venda aberto dias das 7h45 às 20h30

Espaço Informação:

Dias úteis das 8h30 às 19h30

Acessibilidade

A estação dispõe de elevadores e de escadas rolantes.

Pode consultar a operacionalidade dos equipamentos através do telefone: 21 3500115 ou do email atendimento@metrolisboa.pt

 

Interfaces

Aeroporto Internacional de Lisboa

Dados técnicos

Localização

Linha Vermelha

Edifício do Aeroporto de Lisboa (Zona das Chegadas)

 

Inauguração

17 de julho de 2012

Projeto Arquitetónico: Leopoldo de Almeida Rosa

Intervenção Plástica: António Antunes

 

Pontos de interesse

Aeroporto Internacional de Lisboa

 

Arte na Estação

Fazendo parte da linha Vermelha, proveniente do Oriente, a estação Aeroporto, projecto do Arquiteto Leopoldo de Almeida Rosa, está implantada em zona adjacente aos edifícios do Aeroporto de Lisboa, entre estes e o Edifício do Rent-a-Car, a sul do nível das “Chegadas”, desenvolvendo-se ao longo de um eixo que é perpendicular às pistas da Placa do Aeroporto.

Será, para já, uma estação de fim de linha e como tal dotada de uma extensão de via de 250 metros para além do comprimento dos cais, em direção ao Término, extensão que engloba instalações de controlo de Exploração, assim como um Posto de Ventilação que se liga à superfície por meio de um acesso técnico que desemboca a poente da Alameda das Comunidades Portuguesas.

Tipologicamente, a estação define-se como “de átrio central” pelo facto de possuir o controlo de acesso centralizado, sendo composta por cais laterais, um átrio inferior central, dois átrios intermédios de topo e um átrio superior, novamente central, ligados entre si por escadas fixas, mecânicas e elevadores.

Ler mais

Os cais têm 105 m de comprimento e 4,20 m de largura mínimos e é ao seu nível que se situam a maioria das salas técnicas relacionadas com o funcionamento da Estação, à exceção das quatro Salas de Ventilação, que, distribuídas pelos átrios, têm a função principal de ventilar o espaço dos cais nos terços de topo e o espaço dos átrios no terço central da Estação.

É no átrio superior, como centro distribuidor de fluxos de circulação, que se localizam os controlos de acesso.

Neste caso, pela preponderância da ligação ao Aeroporto, como zona de fluxo prioritário de passageiros, foi projectada apenas uma linha de controlo de acesso na face longitudinal a nascente do corpo da Estação, ficando a face oposta sem acesso, contrariamente ao que é comum ter num sistema central como este.

Fora da barreira de controlo de passageiros, do espaço denominado Hall dos Acessos saem todos os acessos à superfície e é onde se localizam a Bilheteira, o Gabinete de Apoio ao Cliente e ainda duas Lojas, cuja atividade estará preferencialmente relacionada com a localização da Estação.

As ligações de saída são elaboradas de duas formas:

Uma, imediata à rua, através de duas bocas de saída típicas e um elevador, acedendo este aos dois níveis exteriores (Chegadas e Partidas) do Aeroporto.

Outra através de um túnel pedonal de 8 metros de largura e 35 metros de extensão, até à “fronteira” estipulada pela A.N.A., a partir da qual se faz, por meio de escadas fixas, mecânicas e elevador, o acesso direto coberto ao edifício do Aeroporto, sendo este segundo troço da exclusiva responsabilidade da A.N.A..

Foi de novo considerado que uma estação de Metro deverá ser concebida como um prolongamento ambiental do espaço exterior, de forma de minimizar a sensação de interioridade subterrânea que provoca, naturalmente, a quem a ela acede.

A cor é um dos elementos fulcrais. Contribui para o conforto dos espaços, a melhoria da sua definição visual e para o aumento ilusório da sua perspetiva. Como exemplo, o azul claro aplicado nos tetos, simulando o céu, é a cor que desde sempre nos habituámos a ter sobre nós, transmitindo-nos, por isso, uma sensação de segurança.

A iluminação é outro fator importante e foi estudada de modo a dar identidade aos vários espaços, tanto pela diversidade, como também pela quantidade e pelo tipo de incidência luminosa transmitida, tendo havido uma especial intenção de a conjugar esteticamente, em alguns espaços, com a estrutura projetada.

Os materiais de revestimento escolhidos resultam igualmente da aplicação daquela ideia, tendo em consideração a utilização de cada zona, sendo que nas zonas de circulação de público está aplicada pedra de Lioz nos pavimentos e paredes, Azul Valverde em escadas, pedras cuja aparência pretendem dar a noção das várias tonalidades da terra.

Além de se pretender marcar a fronteira para a “zona paga” da Estação de um modo claro, os pilares circulares aí existentes foram revestidos a pastilha de mosaico de vidro, numa referência explícita ás primeiras Estações cujas paredes estavam revestidas com o material correspondente, e muito em voga, naquela época.

Os dois pórticos longitudinais, em betão, estão dimensionados de modo a dar uma sensação de robustez á peça arquitetónica e á sua definição espacial. Foram tratados com uma tinta cimentícia própria para lhes dar um aspeto metálico que, pintados com a cor vermelho “sangue de boi”, permitisse uma presença determinante e ao mesmo tempo dialogante com os vários planos transversais colocados ao longo do seu percurso de desenvolvimento.

A distância lateral entre os pórticos é exatamente a mesma da distância entre paredes dos cais, sendo a largura das referidas elipses igual á largura da via de circulação dos comboios, tendo havido a preocupação de transportar esta métrica para os espaços sobrejacentes de modo a criar uma ligação entre eles.

Tem sido igualmente um objetivo conceptual dar continuidade à vivência da zona envolvente à localização de cada Estação. Pretende-se, deste modo, dotar cada uma destas infraestruturas de transporte de uma identidade própria que a ligue especificamente, mas de um modo simples, à zona urbana onde está inserida.

Assim foram tratados outros elementos, de cariz arquitectónico, que, sendo necessários, de algum modo fossem alusivos á sua vizinhança com o Aeroporto. As aberturas em elipse, no átrio superior, referem-se de uma forma estilizada aos reatores, as estruturas metálicas nas abóbadas do cais à estrutura base que compõem as aeronaves e até mesmo os defletores de luz que as unem não são mais que a alusão aos “flaps” das asas de um avião.

A aplicação de sub-tectos foi reduzida a locais bem definidos, como a zona entre alinhamentos de pilares junto às barreiras de controlo, o túnel pedonal de acesso ao Aeroporto ou conjugando-os com o desenvolvimento das escadas de modo a “prolongar” o seu movimento, tendo sido propositadamente definido o desenho da estrutura para uma utilização plástica, de modo a, ficando visível, dar relevo á sua geometria e ao seu ritmo de desenvolvimento.

António Antunes, conceituado cartoonista, é o responsável pela intervenção plástica na estação, que apresenta a caricatura numa vertente completamente diferente da habitual e de carácter permanente, ocupando um lugar de destaque num espaço público, como é uma estação de metro.

As figuras foram produzidas em pedra branca Thassos da Grécia e negra da Bélgica. Todas as peças que compõem as figuras foram recortadas a jacto de água, constituindo cada uma delas uma peça de um puzzle. A colocação nas paredes de cada uma destas figuras revelou-se uma tarefa bastante meticulosa, transformando o somatório de peças, que constituem cada figura, no objeto final que passou a integrar o conjunto arquitetónico da estação.

Do trabalho desenvolvido por este ilustrador de profissão, resultou um conjunto de 50 figuras em 49 painéis dispersos pela estação, constituindo, assim, uma homenagem a várias figuras representativas da história moderna de Portugal, que dão as boas vindas aos visitantes que entram em Lisboa, por via da estação Aeroporto.

Este slideshow necessita de JavaScript.