A 29 de dezembro celebra-se o 59º Aniversário da abertura ao público do Metropolitano de Lisboa. Para comemorar esta data o Metro desafiou cinco incríveis instagramers portugueses a visitar as várias estações e a partilhar a sua visão do Metro. Esta exposição apresenta as 59 fotos inéditas de cinco instagramers, sendo que cada um deles escreveu um pequeno texto sobre o trabalho que apresenta na exposição:

Estação: Marquês de Pombal
corredor de ligação da linha Amarela com a linha Azul.

Data: até 29 de jan. 2019

Horário:
das 06h30 às 01h

@ana_gil_
Deep thoughts

Entramos e descemos para um novo mundo. Um mundo underground onde nós, passageiros, nos abstraímos da realidade citadina e deambulamos pelos nossos pensamentos. Nessa escuridão, sonhamos, rimos. Corremos, trocamos de linha. Esperamos. Circulamos. Choramos. Subimos em direcção à saída. Voltamos à realidade.

@ben.pinto
Perdido no Metro

Após receber o convite para fotografar o Metro de Lisboa, deparei-me com um grande desafio já que sou um lisboeta que raramente anda de metro. Ao mesmo tempo que foi um desafio, foi também uma vantagem. Permitiu-me ver o nosso metro com outros olhos e o que encontrei foi algo de maravilhoso: entradas lindas, estações incríveis e uma energia única. Como instagramer gosto de me deixar perder nas cidades, deixando-me ir sem mapa, explorando o máximo possível. E foi assim que as fotos que vêem foram captadas: eu perdido no metro.

@eyes.of.rita
Mind the Gap

“Mind the gap” – em português: “atenção ao intervalo entre o cais e o comboio” – é um aviso visual ou sonoro que pretende chamar a atenção dos passageiros para os desníveis, intervalos ou vazios entre plataformas e carruagens. Neste contexto, a expressão assume-se como apelo e convite a descobrir os interstícios que por norma nos passam despercebidos – os intervalos de espaço, de tempo e de vida que escapam às horas de ponta e ao pulsar do quotidiano. Um olhar sobre um património arquitectónico e humano que tende a escapar-nos entre linhas.

@madmenezes
Num instante

Uso o Metro quotidianamente e pensava que o conhecia demasiado bem. Mas afinal, desta vez, eu estava a observar e não a usá-lo com pressa de chegar a um outro destino. Os espaços de sempre estavam lá, mas pareciam outros. Quando um tema familiar nos escapa por entre os dedos, e começamos a olhá-lo de uma forma que até então nos era desconhecida, revela-se-nos e fascina-nos como nunca anteriormente o tinha feito.

@rpmiguel
Linhas Cruzadas.

Esta é uma viagem entre vários pontos da cidade que já ultrapassou a fronteira de Lisboa. Feita em alturas diferentes e fora da rotina habitual de quem utiliza o Metro no seu dia-a-dia. Entrar nesta rede que nos transporta por baixo do solo é entrar num lugar que também é para se estar e apreciar sem pressa. Apenas à espera do próximo comboio.