Descubra os versos nas estações
Três estações do Metro acolhem excertos da obra de Luís de Camões que surgem integrados no espaço, convidando os passageiros a descobrir versos enquanto viajam no Metro de Lisboa.
Sobre a iniciativa
No âmbito das comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões, o Metropolitano de Lisboa promove uma iniciativa inédita que traz a poesia camoniana para o quotidiano de quem viaja na rede de metro.
Através de intervenções artísticas em estações selecionadas, os versos do poeta maior da língua portuguesa encontram um novo palco — o espaço subterrâneo da cidade —, criando uma ponte entre a cultura, a mobilidade e a vida urbana contemporânea.
Viagem, encontro e descoberta
Camões e o Metropolitano de Lisboa partilham uma ideia central: a viagem
Os Lusíadas é, antes de tudo, uma narrativa de viagem — a epopeia de um povo que se lançou ao mar para descobrir novos mundos. Essa mesma ideia de movimento, de percurso e de encontro está presente no acto quotidiano de viajar de metro.
A mobilidade urbana, tal como a viagem camoniana, é feita de partidas e chegadas, de trajectos que nos ligam a outros lugares e a outras pessoas. Ao integrar versos de Camões nas estações, o Metro de Lisboa transforma cada deslocação num pequeno acto cultural — um encontro inesperado com a poesia, no coração da cidade.
Nas estações Parque, Alto dos Moinhos e Entre Campos os painéis com excertos da obra camoniana convidam à pausa e à reflexão, recordando que a viagem — seja pelo oceano ou pelo subsolo de Lisboa — é sempre uma forma de descoberta.
Citações de Camões
Uma viagem pelas palavras de Luís de Camões — citações de Os Lusíadas e da lírica camoniana, uma escolha de José Augusto Cardoso Bernardes.
Sobre as comemorações
Luís de Camões é a figura mais agregadora da sociedade portuguesa. É património e faz parte da cultura viva.
O poeta torna-se familiar na Escola. Quando se tem entre 14 e 16 anos, decoram-se versos de sonetos e de redondilhas; fica-se a saber quem é Inês de Castro, o Velho do Restelo, o Adamastor.
Trava-se conhecimento com Baco, Vénus e outras entidades da mitologia latina, que o escritor reinventou.
Sonha-se com a ilha dos amores e vive-se a esperança universal numa Humanidade melhor, assente em afetos e valores.
As presentes comemorações promovidas pelo Estado português, retomam iniciativas que vêm ocorrendo regularmente, desde o século XIX. Através da Língua, que enobreceu, e de muitos indicadores de atualidade contidos na sua poesia, Camões converteu-se também em figura de referência para o Brasil e para os países que adotaram o português como idioma oficial.
José Augusto Cardoso Bernardes
Comissário Geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões